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COLUNA VERTICAL


Segunda-feira, 14.03.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 21/2/11 (acta fls.4-5)

HABITAÇÃO SOCIAL NO ROSSIO AO SUL DO TEJO

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

O vereador António Belém Coelho, apresentou um outro pedido de esclarecimentos dos vereadores do PSD sobre a Habitação Social em Rossio ao Sul do Tejo, do seguinte teor:

 

“Alguns munícipes residentes no Rossio ao Sul do Tejo mostraram-nos o seu desagrado pelo facto de terem sido informados por uma funcionária da Câmara Municipal, que os contactou por telefone e foi às suas casas, de que já não lhes iria ser atribuída uma habitação social, em virtude de já não irem ser construídas as casas no Rossio ao Sul do Tejo prometidas pela senhora presidente da câmara durante a campanha eleitoral.

 

Os vereadores do PSD sempre defenderam que, relativamente à habitação social, se deveria dar prioridade à recuperação de casas e prédios degradados, em vez de se construir bairros sociais de raiz, permitindo-se, desta forma, não só manter socialmente integradas as pessoas, evitando a criação de guetos, como também, e ao mesmo tempo, proceder à regeneração urbana.

 

Acontece que não foi o PSD que ganhou as eleições. Consequentemente, tratando-se de (mais) uma promessa eleitoral do Partido Socialista que não vai ser cumprida, consideramos que a população do Rossio deveria ser esclarecida directamente pela senhora presidente da câmara, em sessão de esclarecimento pública convocada expressamente para o efeito, e não por funcionários do município.

 

Gostaríamos, ainda, de saber: (I) Onde e quando pensa a senhora presidente realojar as pessoas do Rossio ao Sul do Tejo? (II) Quantas pessoas estão inscritas para habitação social naquela freguesia? (III) Qual a freguesia do concelho com mais inscrições em habitação social? (IV) Quais os indicadores, ao nível das listas de espera para habitação social, que justificaram a não construção de casas no Rossio ao Sul do Tejo, tendo em conta tratar-se da quebra de uma promessa eleitoral feita aos munícipes?”

 

A presidente da câmara disse que estava prevista a construção de 22 fogos de habitação social em Rossio ao Sul do Tejo, bem como o respectivo financiamento. Como se sabe, este projecto era visto com algumas preocupações por parte da população da freguesia. No entanto, verifica-se que, podendo o financiamento ser ajustável, não será necessária a construção de novos fogos, mas sim o aproveitamento e a recuperação de alguns imóveis já existentes no concelho.

 

Neste momento, está a ser feito um levantamento sobre os imóveis disponíveis para recuperação e para colocação ao serviço da comunidade. Este princípio foi já apresentado ao IHRU – Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e foi bem acolhido.

 

O levantamento das famílias a instalar feito anteriormente está já em desconformidade com a realidade actual. As pessoas inscritas foram todas contactadas, não por telefone mas pessoalmente, uma vez que se verificam alterações nas suas condições, e que se pretende, tanto quanto possível que as pessoas permaneçam nas suas localidades.

 

Concluiu referindo que as expectativas não serão defraudadas e que logo que este trabalho, no qual as Juntas de Freguesia também participam, estiver concluído será trazido à Câmara Municipal.

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Terça-feira, 22.02.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 21/2/11 (extracto III)

HABITAÇÃO SOCIAL NO ROSSIO AO SUL DO TEJO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Alguns munícipes residentes no Rossio ao Sul do Tejo mostraram-nos o seu desagrado pelo facto de terem sido informados por uma funcionária da Câmara Municipal, que os contactou por telefone e foi às suas casas, de que já não lhes iria ser atribuída uma habitação social, em virtude de já não irem ser construídas as casas no Rossio ao Sul do Tejo prometidas pela senhora presidente da câmara durante a campanha eleitoral.

 

Os vereadores do PSD sempre defenderam que, relativamente à habitação social, se deveria dar prioridade à recuperação de casas e prédios degradados, em vez de se construir bairros sociais de raiz, permitindo-se, desta forma, não só manter socialmente integradas as pessoas, evitando a criação de guetos, como também, e ao mesmo tempo, proceder à regeneração urbana.

 

Acontece que não foi o PSD que ganhou as eleições.

 

Consequentemente, tratando-se de (mais) uma promessa eleitoral do Partido Socialista que não vai ser cumprida, consideramos que a população do Rossio deveria ser esclarecida directamente pela senhora presidente da câmara, em sessão de esclarecimento pública convocada expressamente para o efeito, e não por funcionários do município.

 

Gostaríamos, ainda, de saber:

 

     (I)     Onde e quando pensa a senhora presidente realojar as pessoas do Rossio ao Sul do Tejo?

 

     (II)    Quantas pessoas estão inscritas para habitação social naquela freguesia?

 

     (III)  Qual a freguesia do concelho com mais inscrições em habitação social?

 

     (IV)  Quais os indicadores, ao nível das listas de espera para habitação social, que justificaram  a não construção de casas no Rossio ao Sul do Tejo, tendo em conta tratar-se da quebra de uma promessa eleitoral feita aos munícipes?

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Quarta-feira, 20.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 18/10/10 (extracto IV)

PONTO Nº4, 5, 6 e 8 - CENTRO ESCOLAR DE TRAMAGAL, BEMPOSTA, RIO DE MOINHO

E CENTRO DE ACOLHIMENTO DO TEJO - AQUAPOLIS

Declaração de voto (A FAVOR) dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD não podem deixar de aprovar estes projectos, como é óbvio.

 

No entanto, não podemos deixar de chamar a atenção do executivo para a necessidade de se reavaliarem todos os projectos que vão ser apresentados ao QREN, tendo em conta que Portugal se encontra à beira da bancarrota, o que vai obrigar a cortes cada vez maiores nos orçamentos das autarquias, causando-lhes, consequentemente, dificuldades, quer para cumprir os compromissos já assumidos, designadamente com os seus funcionários e fornecedores, quer para fazer a manutenção dos equipamentos e das obras já executadas.  

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Sexta-feira, 15.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 4/10/10 (acta fls.15)

Nº 20 - Proposta de Deliberação do Vereador e Vice-Presidente Rui Serrano, referente à Informação Nº 414 da Divisão de Serviços Urbanos, datada de 22 de Setembro de 2010, acerca do ordenamento do trânsito na Rua da Lagoa, em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes.

 

Deliberação: Por maioria, com a abstenção dos vereadores do PSD António Belém Coelho e Elsa Cardoso, aprovar o ordenamento do trânsito na Rua da Lagoa, em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, nos termos da Informação Nº 414 do Serviço de Trânsito e Transportes Públicos da Divisão de Serviços Urbanos, que se dá por transcrita.

 

O Vereador Belém Coelho alertou para o facto de na informação técnica ser referida a fraca visibilidade que resultará da adopção desta solução.

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Terça-feira, 09.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto I)

SUSPENSÃO DO IC 9
Declaração dos vereadores do PSD
   
É com grande apreensão que os vereadores do PSD recebem a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço que já referimos em reunião anterior (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Convém ainda referir que, a par deste corte, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém (onde nos situamos) em PIDDAC irão ser parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões, ou seja, menos de um terço, em 2010.

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Sábado, 03.10.09

CAMPANHA NO ROSSIO E SÃO VICENTE

A campanha continua, percorrendo todo o concelho, de norte a sul, sempre privilegiando o contacto pessoal.

A candidatura do PSD, liderada por Santana Maia, acredita que tem o melhor programa. Um programa sério, coerente, dotado de uma visão estratégica, adequado à realidade financeira do país, e, muito especialmente, com capacidade para devolver a "alma" aos abrantinos. 

No Rossio ao Sul do Tejo 

  

Em São Vicente

 

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Sexta-feira, 28.08.09

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO ROSSIO

 
Faustino Boto tem 52 anos e é natural do Rossio, onde sempre tem vivido.
 
É empresário, sendo proprietário de uma empresa de táxis e do Botos’s Bar.
 
 
 
 
 
 
EFECTIVOS:
Faustino Manuel Moura Josefa, Empresário, 52 anos
Henrique Manuel Rosa Prôa Remígio, Fiscal de Obras, 30 anos
Carla Isabel Alexandre Lopes, Assistente de Consultório, 28 anos
António Maria Rosa Proa, Médico, 54 anos
Arlindo Garcia Guilherme, Carteiro, 50 anos
Cristina Margarida Duarte Almirante, Técnica de Turismo, 33 anos
Francisco Manuel das Neves Quina, Comerciante, 49 anos
Fernando José Gaspar Veríssimo, Empresário, 59 anos
Ana Isabel Lopes da Costa, Estudante, 23 anos
 
SUPLENTES:
Manuel Carlos Pires Hortas, Técnico de Vendas, 39 anos
Luís Manuel da Luz Paulino, Empresário, 45 anos
Maria da Conceição Ferreira Estácio, Voluntariado, 52 anos
Flávio Miguel Marcelino de Oliveira, 26 anos
Hugo Miguel Marques Correia, Especialista de Controlo, 28 anos
Joana Filipa da Silva Lizardo, Estudante, 22 anos
Nuno Miguel Leitão Rainho Valente Lopes, Engenheiro Electrotécnico, 32 anos
Pedro da Veiga Moura Josefa, Empresário, 62 anos

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Terça-feira, 02.06.09

Reunião e propostas para a saúde

No passado dia 20, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara Municipal de Abrantes, foi recebido pelo Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere, que integra o Centro de Saúde Abrantes, em resposta à solicitação da candidatura, com o objectivo de obter esclarecimentos sobre a situação que se vive em algumas extensões de saúde do concelho de Abrantes.

Esta reunião, que correu num clima bastante cordial, deixou Santana Maia bastante preocupado com o futuro dos cuidados de saúde nas freguesias do concelho, uma vez que, como já era do conhecimento geral, a falta de médicos é um problema que vai agravar-se, uma vez que não existe no mercado médicos para substituir os que vão passar à reforma.

Sem esquecer, a escandalosa, degradante e preocupante falta de condições em que funcionam os Centros de Saúde do Rossio e de Abrantes.

Como resposta à situação actual e com vista a evitar o agravamento da situação, que se traduz num grave atentado à qualidade de vida das populações mais afastadas dos grandes centros urbanos (em regra, populações mais idosas, com menos escolaridade, menos mobilidade e mais pobres), a candidatura encabeçada por Santana Maia propõe as seguintes medidas, a adoptar pelo município e pela tutela, em duas vertentes:

 
Medidas para os profissionais de saúde
 
·        Criar um conjunto de incentivos para que médicos (nacionais ou estrangeiros) e enfermeiros se fixem no concelho, de imediato: incentivos de ordem financeira, habitacional e de apoio à educação dos descendentes.
·        Propor aos órgãos da tutela, através dos deputados do distrito, o aumento do número de enfermeiros e das suas competências, em número suficiente para garantir, em todas a extensões de saúde existentes nas freguesias, profissionais capazes de atender e assistir as pessoas, muito em especial, as mais idosas, e que permita um alargamento dos horários de atendimento.
·        Propor a reorganização dos serviços, de forma a que, por um lado, todas as extensões de saúde tenham enfermeiros para dar o primeiro apoio às populações que servem e, por outro, sejam criados “centros de saúde integrados” com médicos todo o dia para dar apoio a uma área territorial abrangendo várias extensões de saúde, devendo, no entanto, continuar a ser garantido por médico o apoio domiciliário aos acamados.
·        Para colmatar a situação actual, que só se prevê resolvida daqui a 10 anos, protocolar com a tutela, a contratação de uma empresa especializada no fornecimento de cuidados de saúde, através de médicos contratados.
 
Medidas ao nível das infraestruturas de saúde
 
·        Garantir a manutenção de todas as extensões de saúde do concelho.
·        Construir um novo Centro de Saúde em Rossio ao Sul do Tejo.
·        Garantir a construção no centro histórico (com vista, também, a revitalizá-lo, compensando, assim, a perda da ESTA) de um novo Centro de Saúde de Abrantes, devendo o município ceder um edifício, com boa acessibilidade, para a sua instalação, sendo certo que o Director do Centro de Saúde garantiu que o ministério é sensível ao financiamento de projectos de adaptação de edifícios.
·        Criar uma rede transportes entre as extensões de saúde que não tem médicos de família e os “centros de saúde” para onde são reencaminhados os doentes.
 
Com estas medidas pretende-se garantir um serviço de saúde de qualidade a todos munícipes, independentemente do local em que vivem, garantindo, desta forma, o princípio constitucional de que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e o direito à protecção da saúde. 
Esta candidatura não compreende a indiferença com que o actual executivo tem lidado com esta matéria, o que, aliás, foi reconhecido expressamente pelo Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere.
De facto, não se compreende como pode o executivo socialista manter-se absolutamente indiferente ao sofrimento das pessoas que têm necessidade de ser assistidas no centro de saúde do Rossio, que funciona numas instalações sem as mínimas condições (num 1º andar, sem acesso a deficientes???!!!...), quando, na outra margem do Tejo, se entretem a gastar o dinheiro dos contribuintes (mais de 400 mil euros) numa escultura absolutamente desnecessária.
Sem desmerecer a escultura, a verdade é que se trata de uma questão de prioridades e de sentido de dever público. Para a candidatura de Santana Maia, a construção do Centro de Saúde do Rossio e de Abrantes são prioritárias.

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Segunda-feira, 20.04.09

FAUSTINO BOTO É O NOSSO CANDIDATO NO ROSSIO

 

Faustino Manuel Moura Josefa, mais conhecido por Faustino Boto, foi escolhido, por unanimidade, como candidato social-democrata à Junta de Freguesia de Rossio.
 
Faustino Boto tem 52 anos e é natural do Rossio, onde sempre tem vivido. Proprietário de uma empresa de táxis e do Botos’s Bar, é um empresário dotado de grande dinamismo e capacidade de trabalho, que subiu na vida a pulso, e que tem pela sua freguesia um grande e reconhecido carinho.
 
Social-democrata desde sempre, amigo do seu amigo, é um lutador incansável, capaz de defender e de se bater pela sua freguesia até ao limite das suas forças, correspondendo à confiança que os rossienses nele depositam.

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Quarta-feira, 04.03.09

O SONHO DO MIGUEL... PARA LER E OUVIR

 

Podia ser uma historia… Era uma vez um menino. Chamava se Miguel e tinha um sonho. Um dia contou o sonho que tinha. Dois meses depois o sonho foi transformado em realidade. Mas esta não é uma história, é a realidade. O Miguel existe. É uma criança com 12 anos. Está no centro de acolhimento temporário, Casa de S. Miguel, em Rossio ao Sul do Tejo.

No Natal disse à professora Carolina que tinha um sonho. Ter uma camisola do Benfica, mesmo que não fosse verdadeira e ir a um jogo ao estádio da Luz. O sonho realizou-se na sexta-feira, dia 27 de Fevereiro. O Miguel foi com dois colegas do centro, o Nilton e o Rendes, ambos de 8 anos, ver o Benfica - Leixões, porque um rossiense, Luís Horta, conseguiu arranjar os bilhetes para fazer estas crianças felizes. E foi na sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, que, às seis da tarde, as crianças saíram do Rossio com a directora técnica do centro, Ana Silva, em direcção ao estádio a Luz.

À entrada no estádio, ecoava já o hino do Benfica e o Miguel, olhos esbugalhados, olhava em volta, em todas as direcções, para a imensidão do maior estádio português e onde estavam cerca de 31 mil espectadores. Por entre a agitação do momento, de estar a cinco metros da relva e a dez ou 15 metros dos craques, o Miguel e amigos cantaram e gritaram pela equipa.

Já durante a segunda parte do jogo, ganhava o Benfica, o Miguel lá foi contando afinal, na primeira pessoa, o seu sonho e as suas emoções, próprias, de uma criança. Luís Horta foi quem proporcionou a estas três crianças um momento de sonho, estarem no estádio da luz e explicou à Antena Livre, o seu envolvimento nesta visita. Um gesto simples, de simples contactos, telefonemas. Um gesto simples, mas que transformou um sonho em realidade. Um gesto Simples que deixou 3 crianças mais felizes….ah e o Benfica até ganhou o jogo!!!
 
Texto transcrito da Rádio Antena Livre por Jerónimo Jorge

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Quinta-feira, 15.01.09

Carta ao senhor presidente da câmara

Eurico Heitor Consciência

Eurico-Consciencia 1.jpg

Acredite ou não, vou parar de fazer crónicas de maldizer. Aproxima-se o tempo de mostrar o cadastro ao S. Pedro e convirá começar a enganá-lo, apagando os meus defeitos e exaltando alguma virtude que não garanto que tenha ou tenha tido mas tentarei descobrir.

Por isso, recomendo-lhe prudência no julgamento que faça do facto de estar a tratá-lo por caro, sabendo-se que caro nasceu do latim carus, querendo dizer estimado ou querido, mas que, com o decorrer dos anos, ganhou o significado de coisa de preço elevado, de coisa que exige grande despesa.

Há-de Você (permita-me a informalidade do Você democrático, tão democrático!), há-de Você, caro Presidente, ponderar se, quando o trato por caro, estou a lembrar-me de que um Presidente da Câmara é coisa realmente cara, “coisa que exige grande despesa” ou se estou a tratá-lo amistosamente. Pondere pois.

A função desta carta já se vai ver que é a de lhe meter a modos que uma cunha, que é coisa de que Você deve ter um treino enorme. Mas como sou contra as cunhas (veja lá Você, sou um dos últimos cidadãos que entendem que os lugares devem ser dos mais competentes e não dos por serem do Partido ou dos que têm melhores cunhas), como sou contra as cunhas, faço questão de tornar públicas as razões que me levaram a quebrar tão severos quão desusados princípios – para, finalmente, lhe meter também uma cunha.

O objectivo já Você (não se zangue com a insistência, mas estou a treinar-me para adoptar as principais regras dos Socialistas: acabe-se com Vossas Excelências, omitam-se Vossas Senhorias, ponham-se de lado os Senhores (e não se desenterre o Vossa Mercê, que, de resto, deu o democrático Você: Vossa Mercê > Vocemecê > Você), bana-se de vez quanto esteve antes do Você e sejamos todos Vocês antes de sermos todos tus); como estava dizendo, o objectivo da minha cunha já Você sabe que só pode ser sobre os buracos das ruas por onde transito.

E faço um parêntese para dizer que Você, caro Presidente, tem tapado muitos buracos e tem pavimentado e repavimentado muitas ruas. Sobretudo nos anos das eleições. Recentemente, quando o Correio da Manhã descreveu a sua casa como se fosse uma daquelas mansões em que vivem estrelas de Hollywood ou grandes gangsters, fui espreitar a sua casa (que, por fora, diga-se, é francamente bonita) e reparei que na sua rua não há buracos.

E não pude deixar de recordar a surpreendente pavimentação daquela rua do Fojo onde mora o que foi seu braço direito nas obras durante longos anos: o simpático Engº Júlio Bento, que, sempre a sorrir, construiu uma reputação, sendo hoje Director d’uma empresa integrada num dos maiores grupos económicos deste País. E digo “ surpreendente pavimentação” não porque a rua do Vereador das Obras não precisasse de ser arranjada mas porque foi a única que nesse tempo se pavimentou – coisa que, obviamente, gerou as críticas do costume: são todos iguais, mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma, cada um puxa a brasa à sua sardinha, quem está à roda do lume é que se aquece, etc., etc., etc.

Foi preciso coragem. Parabéns aos dois: ao Júlio e a si. Pois, conhecendo as ruas desta cidade, digo-lhe que as piores de todas, as que não são arranjadas há muitos anos, são as ruas por onde tenho que passar todos os dias: a Avenida António A. da Silva Martins, no Rossio, e a Rua do mesmo nome na Arrifana – que são, por sinal, a única entrada de Abrantes do lado Sul, sendo atravessadas por milhares de automóveis por dia. São buracos, tampas de esgoto desalinhadas e desniveladas, covas, lombas, remendos, etc., etc., etc. E dão cabo dos carros que lá passam.

Você, caro Presidente, navegando há tantos anos em carros da Câmara, pagos pelos seus contribuintes, já se esqueceu de quanto custa pagar um carrinho à maior parte das pessoas. E há muitos, muitos anos, que não paga a manutenção dos BMW da Câmara com que se compraz. Digo-lhe eu que dói: os carros são caros e os juros usurários, os pneus são caros e as suspensões também. Tudo caro, muito caro, caro Presidente.

Começo a ficar desesperado. Tão desesperado que, só para se repavimentarem os caminhos por onde tenho que passar, estou disposto a sacrificar-me, a imolar-me até: disponibilizo-me para ser seu Vereador das Obras, prontificando-me a livrar o VPC desses trabalhos, com uma benesse evidente para todos os abrantinos: ficamos livres desse inenarrável VPC. A comunidade, caro Presidente, ficará agradecida e há-de louvá-lo pela sua “abertura ao exterior do PS”. E eu ganharei ruas decentes. Você vai ver, caro Presidente.

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