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COLUNA VERTICAL


Sábado, 15.01.11

O GLAMOUR DO MUNDO DOS FAMOSOS

Afinal qual é a diferença entre o assédio sexual, o consumo de drogas e a prestação de favores sexuais para obter contrapartidas profissionais numa qualquer fábrica têxtil e no dito mundo da moda e do espectáculo? Nenhuma, porque acontece em ambos, mas claro que numa fábrica tudo isso são problemas que há que combater e chagas sociais que há que denunciar, enquanto no tal mundo do glamour não há problemas propriamente ditos mas apenas zangas, discussões e reconciliações entre famosos. (...)

 

Já se imaginou um professor falar com alunos como fazem os membros dos júris dos concursos de talentos? E os meninos perante aqueles destratos transmitidos em directo e colocados online pelos canais de televisão limitam-se a lacrimejar e a garantir que não vão desistir do seu sonho. Se em vez de estúdio a acção decorresse numa escola e o que estivesse em causa fosse a Matemática e não ser famoso, logo uma multidão de sábios garantiria que daquela apreciação negativa e da sua divulgação na pauta escolar nasceria um horror tão justificado quanto irremediável ao simples acto de somar dois mais dois.

 

É algo de muito perturbante a ingenuidade e a permissividade das famílias de crianças e jovens perante a sua entrada no mundo da fama onde o olhar erotizado sobre os mais novos é mais do que óbvio e onde frequentemente eles valem pela cara e pelo corpo que têm. (...)

 

Helena Matos - in Público de 13/1/2011

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Quinta-feira, 04.11.10

CAVACO E O CASAMENTO GAY

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Domingo, 12.09.10

O TERCEIRO GÉNERO

Mário Ramires  in Sol de 10/9/2010

 

Há um ano, o Governo marcou a rentrée política com a aprovação de uma proposta polémica: a legalização dos casamentos entre homossexuais. O diploma demorou meses até ser aprovado e promulgado, foi contestado, mas foi avante.

 

Este ano, o primeiro Conselho de Ministros após as férias de Verão aprovou uma proposta de simplificação do processo de mudança de sexo que vai ao encontro de idêntico projecto do BE e do que o PSOE de Zapatero implementou em Espanha, admitindo a alteração do género e do nome no registo civil sem intervenção dos tribunais nem necessidade da operação que, até agora, era condição sine qua non.

 

Em conclusão: se a proposta do Governo for aprovada na Assembleia da República e promulgada pelo Presidente, passará a haver homens com órgãos genitais femininos e mulheres com órgãos genitais masculinos.

 

E, até agora, ninguém reagiu.

 

A questão, como diria Cavaco Silva em relação à lei do casamento gay, não é claramente uma prioridade, face aos gravíssimos problemas da Economia e das Finanças do país, para não falar de tantos outros nos mais variados sectores.

 

Mas está em cima da mesa.

 

E apesar dos estranhos silêncios, são muitas e de múltipla índole as questões que podem (devem, têm de) suscitar-se.

 

Desde logo, jurídicas. A nova lei, no imediato, permitirá a leitura de que está encontrada a fórmula para os casais homossexuais contornarem a proibição – consagrada na lei que entrou em vigor faz meses – de adoptarem menores.

 

Um casal de homossexuais não pode adoptar, mas se algum dos seus membros mudar de sexo e o casal passar a ser formado por homem e mulher – mesmo que ambos com pénis ou ambos com  vagina – aquela restrição deixa de existir.

 

Coincidentemente, uma das novidades do novo ano lectivo, que oficialmente começou nesta semana, é a criação da disciplina obrigatória de Educação Sexual.

 

Se a proposta do Governo for avante como foi a dos casamentos gay, como vão os professores ensinar às crianças as diferenças do género?

 

O que é um homem? O que é uma mulher?

 

O processo reprodutivo continuará obrigatoriamente a ser o mesmo. Não há volta a dar. A Natureza não deixa.

 

Mas os manuais incluirão o relacionamento sexual entre dois homens ou entre duas mulheres? Explicarão que um homem não tem necessariamente de ter pénis e há mulheres que o têm e não se trata de hermafroditismo?

 

Um artigo publicado na Visão da semana passada dava conta de um inexplicável caso de uma aldeia caribenha em que crianças nascidas do sexo feminino chegam à idade da puberdade e desenvolvem órgãos genitais masculinos. É assim há mais de um século e a aldeia vive tranquilamente com aquele fenómeno de disfunção genética ou hormonal, seja o que for, que não impede a normalidade da vida social e do convívio entre os seus três géneros: homens, mulheres e os chamados guevedoce.

 

Os guevedoce não são homens nem mulheres, são guevedoce.

 

Discriminação maior é querer tratar de modo igual o que é diferente. E a diferença só pode ser respeitada quando é reconhecida como tal.

 

O terceiro género, se existe, não pode ser tratado como um dos dois géneros naturais – é um terceiro género. Chame-se-lhe guevedoce, mumem, holher ou que se lhe quiser chamar.

 

O que não se faça é subverter  a norma, os valores, a natureza humana.

 

As gerações presentes perderam as referências.

 

O que será das vindouras?

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Sábado, 24.07.10

OLÁ, CEGONHA!

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Com o advento, para breve, das adopções de crianças por casais homossexuais, as aulas de Educação Sexual tornam-se fundamentais para preparar as crianças para essa eventualidade.

 

Sugiro, por isso, o regresso à teoria da cegonha para explicar às crianças de onde vêm os bebés.

 

Desta forma, as crianças já não vão estranhar e já não vão fazer perguntas de difícil explicação por serem filhas de dois pais ou de duas mães.

 

Esperemos, no entanto, que as adolescentes, para não engravidarem, não passem a atirar pedras às cegonhas, como faziam os alentejanos na conhecida anedota.

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Domingo, 13.06.10

A ÉTICA DA IRRESPONSABILIDADE

O Presidente da República entendeu promulgar a lei que institucionaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Fê-lo invocando a "ética da responsabilidade" e contra o seu próprio parecer sobre a questão.

 

A expressão "ética da responsabilidade" é redundante, porque a irresponsabilidade nunca é ética, como é óbvio. "Responsabilidade" significa, etimologicamente, o "peso" (pondus, em latim), de "coisa" (em latim, res), ou seja, ser responsável é acarretar com as consequências das próprias convicções em todos os actos ou opções. A "ética da responsabilidade" opõe-se, portanto, à lógica da conveniência, cujo critério decisivo não é pautado por imperativos morais, mas por razões de oportunidade.

 

Gonçalo Portocarrero de Almada – in Público de 05/06/2010

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Domingo, 24.01.10

Pela abolição do casamento civil

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

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Todos sabemos que, em casos excepcionais, a lei permite que se quebre o vínculo entre pais e filhos, possibilitando que estes venham a integrar outra família e, inclusive, a ter novos pais. Trata-se, no entanto, de situações excepcionais, porque, nas relações da família, o princípio deve ser, obviamente, o de não permitir a quebra do vínculo. De facto ninguém compreenderia que uma lei impusesse tantos direitos e deveres a duas pessoas (neste caso, pai e filho) e, depois, permitisse que qualquer das partes quebrasse o vínculo por «dá cá aquela palha», designadamente porque já não há amor.

Alguém aceitaria, por exemplo, que um casal, seis anos após ter adoptado um filho, solicitasse na Conservatória o fim da filiação com o argumento de que, afinal, já não amava aquele filho e que se tinha apaixonado por outro que queria agora adoptar?

Ora, o casamento é uma instituição que assenta nos mesmos princípios de estabilidade e durabilidade que regem as relações familiares. Daí que nasçam para os cônjuges, com o matrimónio, um conjunto de direitos e deveres muito semelhantes aos da filiação. Acontece que, como parece hoje evidente, a esmagadora maioria das pessoas já não entende a relação conjugal como uma relação de família (que pressupõe um vínculo para toda a vida) mas como uma relação circunstancial e, em regra, efémera que apenas deve durar enquanto apetecer ou convier às duas partes.

Se todos reconhecemos que assim é (aliás, está à vista), a solução não passa, obviamente, por desvirtuar e esvaziar o casamento, conforme fez e defende o Partido Socialista, transformando-o numa aberração jurídica e numa instituição totalmente absurda e ridícula, mas pela abolição pura e simples do casamento civil. Na verdade, que sentido faz o Estado, por exemplo, manter o cônjuge em pé de igualdade com os filhos no direito à herança ou facultar-lhe o direito às pensões por morte, quando a relação conjugal é apenas circunstancial, só se mantendo à data da morte do cônjuge por mero acaso e por sorte?

Se marido e mulher são para ir trocando ao longo da vida e se os filhos são para toda a vida, não podem aqueles ter os mesmos direitos e deveres que estes. O Estado deve, por isso, lavar daqui as mãos. Cada um que viva como quer e com quem quer. E se houver alguém que pretenda tornar outro seu herdeiro, para além dos filhos, que faça testamento. É um problema onde o Estado não se deve meter. Uma coisa são as relações de família (que são para toda a vida), outra coisa são os afectos que duram enquanto duram e, em regra, duram pouco e cada vez menos. 

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