Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL


Domingo, 15.11.09

MANUELA RUIVO ELEITA PRESIDENTE DO PSD

 

Realizaram-se, ontem, as eleições para a concelhia de Abrantes do PSD, tendo sido eleita presidente da Comissão Política Manuela Ruivo e presidente da Mesa da Assembleia Gonçalo Oliveira.
 
Manuela Ruivo, recorde-se, é deputada da actual Assembleia Municipal de Abrantes, tendo liderado a lista do PSD nas últimas eleições autárquicas, e Gonçalo Oliveira, o anterior presidente da Comissão Política e o actual líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal.
 
A nova comissão política é constituída pelos seguintes elementos:
Presidente: Manuela Ruivo
Vice-presidentes: António Belém Coelho e Joaquim Simplício
Tesoureiro: Susana Martins;
Vogais: Carlos Horta Ferreira, Emídio Direito, Carlos Alberto Marcos, José Oliveira, André Bicho, Ana Bartolomeu, Ilídio Magalhães e Manuel Oliveira;
Vogais Suplentes: Fernanda Aparício, Pedro António, João Josefa e Fernando Teimão.
Por sua vez, a Mesa da Assembleia passa a ser constituída pelos seguintes elementos:
Presidente: Gonçalo Oliveira
Vice-Presidente: Mauro Xavier
Secretário: Diogo Valentim
Suplentes: Ana Dias e Ana Costa

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 04.08.09

TUDO COMO DANTES... OU TALVEZ NÃO?

Gonçalo Oliveira

 
No âmbito das próximas eleições autárquicas, o Ministério da Administração Interna fez publicar em Diário da República o número de eleitores inscritos no recenseamento eleitoral, à data de 10 de Julho.
 
Em Abrantes contam-se 36.807 eleitores.
 
Já no âmbito das eleições europeias, realizadas em Junho, também foram publicados em DR os números do recenseamento à data de 31 de Dezembro passado. Aqui, Abrantes surgia com 37.577 eleitores.
Assim, em apenas seis meses, o concelho de Abrantes perdeu 770 eleitores.
 
Para melhor compreendermos a essência destes números e sermos mais rigorosos, há que analisar os números no que diz respeito à população residente, observando o seguinte quadro:
 
População residente por município
Ano
Abrantes
Tomar
Torres Novas
1991
45697
43139
37692
2005
41041
42794
37206
2008
39987
41951
36968
Saldo
(entre 1991 e 2008)
- 5710
- 1188
- 724
Variação (%)
- 12,49%
- 2,75%
- 1,92%
 
Fonte: INE
 
Podemos referir que, em apenas 3 anos (entre 2005 e 2008), o concelho de Abrantes perdeu 1000 residentes, tantos como o concelho de Tomar em 17 anos. E Torres Novas nem, ao longo de 17 anos, perdeu tantos residentes.
 
Utilizar a justificação que também acontece aos nossos vizinhos, de dimensão idêntica, não “cola”, parecendo-me mais apropriado, para o efeito, concluir que tudo se resume às políticas levadas a cabo pelos governos municipais, ou, no caso de Abrantes, às políticas que não foram levadas a cabo.
 
Em Abrantes o caminho dos últimos 16 anos foi um caminho sem rumo, feito ao sabor das vontades imediatas de alguns e dos gostos de outros, isto é, quase tudo foi feito sem se pensar, preferindo a forma à substância, o imediato ao futuro. Sacrificou-se um concelho inteiro durante 16 anos, obrigando gerações inteiras de jovens a migrar e emigrar e, no fim, olhamos à nossa volta e o que vemos? Tudo como dantes?…Não, muito pior.
 
Resumindo: Abrantes perdeu tudo nos últimos anos, incluindo as pessoas, e as que não foram embora, estão resignadas e cansadas.
 
No dia 11 de Outubro, abre-se uma janela de oportunidades para o concelho de Abrantes, com horizontes largos. Nada vai ser com dantes. Tudo poderá melhorar.
 
Só já faltam dois meses.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 29.06.09

TAGUS OU CÂMARA MUNICIPAL?

por Gonçalo Oliveira

 

«Conferir um contributo para a fixação da população e para a preservação da identidade do território, desenvolvendo de modo integrador as relações entre economia, património e qualidade de vida as populações.» (inO Mirante”)
 
No que diz respeito a fixar a população, é hoje unânime que este é o maior problema que aflige o concelho, no que diz respeito ao seu futuro, e ao papel que desempenhará no contexto regional (concelho de periferia/dormitório ou, ao invés, centralidade regional/pólo aglutinador).
 
Há anos que o PSD defende várias medidas que concretizam este objectivo, que passam pela criação de clusters regionais, com especial incidência na nossa história, assente na grande vantagem de ter uma localização privilegiada. Abrantes é considerado um concelho “porta de entrada” no que diz respeito aos fluxos comerciais e turísticos vindos de Espanha, via A23, e do Sul, via Alentejo, conforme o expresso no PROT-OVT (Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo).
 
Partindo deste ponto, arrancamos para todo um conjunto de incitativas que visam dar a conhecer a marca “Abrantes”, um pouco por todo o país, e chagaremos a uma situação com várias vertentes, todas elas a culminar na fixação de jovens, com qualificações de todos os níveis, e na atracção de pessoas vindas de outros concelhos.
 
A frase acima transcrita não é nem o prefácio do Programa de candidatura do PSD, em 2001, 2005 ou 2009, nem um excerto do discurso do candidato à Câmara Municipal do PSD. Pelo contrário, tudo isto foi assumido pelo coordenador da Tagus, Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.
 
Este foi um dos grandes falhanços dos últimos executivos do Partido Socialista e, ao proferir tal frase, o coordenador desta associação, demarcou-se dos últimos anos de governação em Abrantes e, de forma peremptória, passou um atestado de incompetência aos membros do actual executivo.
 
Estas declarações também serviram para me dissipar uma dúvida, isto é, o coordenador da Tagus pretende levar a cabo estes tão nobres objectivos, essenciais ao desenvolvimento de Abrantes, na Tagus, e não na Câmara Municipal.
 
P.S. (1): Um município operante e competente não precisa de associações para desenvolver a sua missão. Precisa, sim, de ouvir as pessoas e, de vez em quando, descer à realidade.
 
P.S. (2): Lembro-me de ouvir que o “Ofélia” seria um projecto que empregaria dezenas de pessoas, mas não me lembro de ouvir algum vereador a fazer um ponto de situação sobre o atraso deste projecto. Onde é que eu já vi isto: anunciar antes de terem a certeza sobre a viabilidade do projecto?… Deve ser coincidência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo, 12.04.09

JÁ SÓ FALTAM SEIS MESES

por Gonçalo Oliveira

 
Os últimos 16 anos foram anos de oportunidades perdidas. O município não soube acompanhar o desenvolvimento global e europeu, preferindo acantonar-se no seu reduto, sem saber como de lá sair. É confrangedor a situação que vivemos, em que, todos os dias, jovens migram e emigram à espreita de novas oportunidades, à espreita de melhores condições de vida.
 
Num desnorte completo, o actual executivo, inflecte de estratégia com a rapidez de quem não sabe para onde se virar e opta pelo caminho mais fácil. Senão vejamos, como foi possível deixarem chegar ao estado a que chegarem inúmeras IPSS’s, fundamentais à coesão social do concelho? Como foi possível que milhares de jovens casais abandonassem as suas aldeias e o próprio concelho para se estabelecerem no Entroncamento ou em Torres Novas, só porque um PDM absurdo e ignóbil ainda não foi revisto? Como foi possível ignorar os espaços de convívio nas aldeias do concelho, locais onde pessoas de todas as idades conviviam nos seus tempos livres? Como foi possível, só ao fim de 16 anos, constatarem que o Centro Histórico da cidade não existe?
 
É verdade que Abrantes gastou muito dinheiro em grandes obras mas também é verdade que perdeu todas as oportunidades de desenvolvimento. Abrantes é hoje um concelho de terceira ordem e, pior ainda, maltratou os seus e ignorou a sua história.
 
Mas nem tudo são más notícias. Com efeito, já só faltam seis meses para as eleições autárquicas. Ou seja, já só faltam seis meses para darmos um novo rumo à nossa autarquia. Uma autarquia onde os abrantinos possam ter mais e melhor apoio à terceira idade e às crianças; mais oportunidades para os jovens; melhores equipamentos culturais e de convívio; melhor ordenamento do território; enfim, um município ao serviço dos seus habitantes e que devolva e enalteça a nossa identidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 01.04.09

A VERDADE DA AGENDA 21 LOCAL

por Gonçalo Oliveira

 
Recentemente a Câmara Municipal realizou o 2º Fórum da Agenda 21 Local de Abrantes, sob o temática da “Educação, Formação e Qualificação das pessoas para a sociedade do conhecimentos e vida activa”. Segundo a Câmara Municipal, estas iniciativas servem para, com a participação dos cidadãos, se identificar os problemas do concelho, e qual a melhor forma de os combater.
 
Na minha modesta opinião, estas incitativas servem apenas para escamotear a total incompetência de 16 anos de governação socialista no nosso concelho e o falhanço completo de todas as políticas de desenvolvimento levadas a cabo neste período. Este denominado “Fórum” chegou à seguinte conclusão: entre outros temas, um dos que mais penaliza o concelho diz respeito à inexistência de uma estratégia concertada para ajudar a fixar os jovens licenciados no concelho.
 
Leram bem? Trata-se de uma evidência que o PSD tem insistentemente relembrado e os nossos jovens sentido na pele. Finalmente, as pessoas começam a retirar a cabeça da areia. Esta é, na verdade, um dos maiores problemas estruturais que impede o desenvolvimento do concelho nos moldes idealizados pelos últimos executivos.
 
Defendemos, por exemplo, diversas vezes, a criação de clusters que aproveitassem a história e a envolvência natural de Abrantes e que serviriam tanto para projectar o nome de Abrantes para lá dos limites do concelho e do distrito como para fortalecer o tecido empresarial do concelho, sem o qual o emprego qualificado é uma miragem. Tudo é, no entanto, possível, desde que quem nos governa tenha visão e espírito de missão. Duas qualidades que, felizmente, o Dr. Santana Maia tem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 24.03.09

A MARCA «ABRANTES»

por Gonçalo Oliveira

 

Foi só depois da revolução dos cravos que um dos maiores vultos da literatura nacional, Eugénio de Andrade, escreveu a seguinte frase: «É na nossa poesia que se encontra isso que os políticos tão afanosamente buscam: a nossa identidade.»
 
Em Abrantes, o partido socialista há muito que desistiu de procurar a nossa identidade, a nossa “marca”. Por estas alturas, no sítio da Câmara Municipal, anuncia-se a Festa da Primavera, em que o grande evento será o desfile infantil nas ruas da cidade. Sem dúvida que será um dia animado para ao mais novos. Os seus pais e familiares rejubilarão de orgulho, ao verem os mais novos a desfilar. A outrora “Cidade Florida” sê-lo-á novamente, ainda que por breves dias.
 
Entretanto, Rio Maior deslumbrou com as suas “Tasquinhas”, atraindo milhares de pessoas em busca de um bom repasto. Constância prepara a já famosa “Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, onde se esperam os milhares que aqui se deslocam todos os anos, atraídos por um convívio raro nos dias que correm. Em Santarém já decorrem as “Festas de São José”, também elas com uma programação muito abrangente, que denota um verdadeiro planeamento que vai desde o espectáculo mais tradicional ao mais moderno.
 
São só três exemplos de sucesso na nossa região que em muito contribuem para a afirmação da “marca” do respectivo município a nível nacional. Em Abrantes, todavia, continua-se a olhar para o umbigo, teimosamente fazendo jus à pasmaceira por que somos conhecidos: “Em Abrantes tudo como dantes”. Mas não tem de ser forçosamente assim.
 
Hoje em dia, tudo o que se faça neste âmbito deverá ser numa lógica regional e nacional, capaz de cativar não só os locais, mas também e sobretudo outros públicos, especialmente aqueles que estão ávidos por sair dos grandes centros urbanos, em busca do binómio convívio/descanso.
 
Abrantes poderá ser o grande pólo turístico-cultural do Médio Tejo, com um planeamento que se cimente em cima da nossa história, das nossas raízes, do nosso ser, enquanto abrantinos. Nós também temos uma “marca”. Não precisamos de imitar ninguém, mas, verdade seja dita, podemos aprender algo com o sucesso dos outros.
 
Em busca da nossa identidade, de uma verdadeira identidade, vai ser o grande desafio do PSD quando assumir a gestão autárquica no final deste ano. Mas, a partir daí, garanto-vos, nada vai ser como dantes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 03.03.09

NA HORA DA DESPEDIDA!

por Gonçalo Oliveira

 

Foi preciso aparecer a candidatura do PSD à Câmara de Abrantes, chamando a atenção de que mais importantes do que as pedras são as pessoas, para que o PS acordasse, finalmente, para esse evidência. Até a candidata do PS já jura por todos os santinhos que, a partir de agora, o PS vai finalmente começar preocupar-se com as pessoas… Já não era sem tempo! Ou melhor, já não vai tempo.
 
Mas nem tudo é mau nesta despedida socialista, uma vez que todos estes projectos que a Câmara agora está a apresentar, à laia de propaganda pré-eleitoral, vão ser executados, afinal, por quem sempre os defendeu. Ou seja, pelo executivo que sairá das próximas eleições autárquicas e que tudo indica (melhor fora que assim não fosse) será o PSD.
 
E, em boa verdade, até para o próprio PS vai ser bom que isso suceda. Depois de tanto tempo no poder e de tantos vícios acumulados, nada melhor do que uma cura de oposição para renovar e arejar um aparelho socialista (mal) acostumado a viver, há demasiado tempo, à sombra do poder.
 
Os abrantinos agradecem – especialmente as centenas que tiveram de migrar e os milhares que vivem sem qualquer tipo de qualidade vida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quinta-feira, 26.02.09

UM EXECUTIVO FALIDO

por Gonçalo Oliveira

 

Num altura em que os efeitos da crise financeira já se fazem sentir na economia real, de uma forma avassaladora, superando largamento as expectativas mais negativas, as notícias de empresas que, em última alternativa, entregam pedidos de insolvência são constantes.
 
Em Abrantes também o executivo do PS, que lidera os destinos da Câmara Municipal há 16 anos, se encontra em pleno processo de insolvência… insolvência de ideias, bem entendido (ou melhor, esperemos que seja só de ideias). Aliás, uma falência total ao nível de uma visão da cidade e do concelho, que deve nortear qualquer câmara municipal. Uma câmara “falida” de ideias e projectos estruturantes, uma câmara que, por cada chamada de atenção ou proposta feita pelo PSD, corre a remediar o problema, sem substância e sem que exista um planeamento cuidado.
 
Sem Ofélia, sem novo Hotel, sem abrantinos no Aquapolis e na Cidade Desportiva, o PS resolveu agora, em fim de ciclo e quando se prepara para entregar a governação da autarquia ao PSD, ir buscar as propostas que este partido apresentou em 2005 para as anunciar como suas.
 
Quer a proposta de revitalização do centro histórico, quer a agenda cultural, apresentada recentemente com pompa e circunstâncias, são a cópia fiel das propostas que constavam do programa do PSD em 2005 e que sempre temos defendido. O problema é que o PS, se é useiro e vezeiro em apropriar-se das boas ideias do PSD, tem-se revelado completamente desastrado a pô-las em prática. É o que em regra sucede aos alunos cábulas… Copiar copiam bem, o pior, depois, é porem em prática o que copiaram…
 
E até os grandes projectos públicos levados a cabo pela autarquia nestes últimos 16 anos ficaram muito aquém das expectativas, mostrando-se incapazes de dinamizar a cidade e o concelho como seria legítimo esperar tendo em conta não só a brutalidade de dinheiro investido neles como os encargos que ficaram.
 
O PS é, hoje, um partido falido de ideias, de pessoas e de projectos. O PS é incapaz de gerar no seu seio qualquer ideia original: ou copia ou encomenda. Pensar é coisa a que é completamente avesso.
 

Falharam e, por isso, faliram.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo, 15.02.09

DESEMPREGO

  por Gonçalo Oliveira

 
Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, no que diz respeito ao concelho de Abrantes, são deveras preocupantes. O Centro de Emprego de Abrantes, que engloba os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal, correspondendo estes três concelhos, a uma população residente de 50.154 indivíduos, 84,2% dos quais habitam no concelho de Abrantes.
 
Entre Dezembro de 2007 e Dezembro de 2008, verificou-se um aumento de 22% de inscritos neste centro, o que equivale a 427 novos desempregados, em 2008, na região de Abrantes, passando de um total de 1943 em 2007, para 2370 em 2008. É o maior aumento de todo o Distrito. São números que nos devem deixar bastante preocupados e alerta. Assumindo que estes novos 427 desempregados não sejam todos de Abrantes, serão pelo menos 85% destes, isto é, 363.
 
Isto é também o resultado de uma má política de investimentos levada a cabo pela Câmara Municipal, muitos deles sem nenhum tipo de retorno financeiro e com grande sobrecarga de despesa e de encargos para os contribuintes, contribuindo, dessa forma e decisivamente, para agravamento das condições de vida dos munícipes, dos pequenos comerciantes e das pequenas e médias empresas.
 
Abrantes tem de apostar na valorização dos jovens, criando mecanismos de fixação de quadros qualificados que, verdadeiramente, lhes permitam estudar, trabalhar e constituir família no nosso concelho.  Aqui, volto a frisar, a ESTA e a EPDRA são incontornáveis nesta estratégia de fixação.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 28.01.09

ROTA ERRADA

por Gonçalo Oliveira 

 

Foi com regozijo, mas, ao mesmo tempo, com frustração, que li a notícia com o título “Rota Turística vai ligar Vila Franca à Golegã pelo rio Tejo”, publicada na edição online do Jornal o Mirante.
Com efeito, uma iniciativa destas é sempre de louvar. Daí o meu regozijo. É certo que é tardia, mas, atente-se, trata-se de um esforço conjunto partilhado por nove municípios, desde Lisboa à Golegã. Pelo caminho, além da exploração do canal fluvial, ainda se pretende recuperar património municipal e histórico.
Quanto ao motivo para o projecto não chegar a Abrantes, é de fácil compreensão. . Juntos, ainda exploram o Parque Almourol, juntamente com outros parceiros.
Vila Nova da Barquinha tem o Barquinha Parque, com enorme sucesso que se conhece. Constância é alvo de uma romaria, todos os fins-de-semana, em torno da sua zona ribeirinha, com os inúmeros turistas que entopem esta vila, à procura de aventura e lazer, sem falar no sucesso do Parque Ambiental e do Centro Ciência Viva – Parque de Astronomia
Barquinha e Constância exploram o Tejo como podem e sabem, com frutos razoáveis, em termos de benefícios directos para os seus munícipes, e numa lógica de afirmação regional.
Abrantes não soube, até agora, explorar o potencial turístico que envolve o Tejo, e como é óbvio, o Castelo de Bode. Confinou-se o Tejo ao espaço entre as duas pontes, o que é muito pouco, para um concelho tão grande.
Com esta medida, mais uma, verifica-se que a rota escolhida pela Câmara Municipal é uma rota errada e com custos elevados (os maiores ainda estão para vir, com a manutenção deste espaço…).
Com a falta de visão deste executivo, só Abrantes é que perde.
Caminharmos orgulhosamente sós não é, no entanto, uma inevitabilidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 29.12.08

QUE FUTURO?

por Gonçalo Oliveira

 

Mais um ano que está a chegar ao fim, e nós por cá… Estaremos melhor ou pior que há um ano atrás?
 
Dou uma volta pela periferia da cidade e paro num café, encosto-me ao balcão, como faço habitualmente, e cumprimento uns conhecidos: «Então, tudo bem?». As respostas vêm com um sentimento de frustração: «Cada vez pior.», «Oh pá, isto não interessa ninguém».
 
Rapidamente vem-me à memória que ambas as frases me são familiares. São as mais proclamadas pelos abrantinos, especialmente, pelos jovens que não encontram nenhuma perspectiva de desenvolvimento real no seu concelho que lhes permita sonhar em ficar a trabalhar e constituir família na nossa terra e, por isso, são literalmente empurrados para fora.
 
O local mais frequentado de uma cidade, que se quer desenvolvida, não pode ser a estação dos caminhos-de-ferro, quando se enche de pessoas ao domingo à tarde.
 
A não ser que queiram ganhar o salário mínimo, e mesmo esses que a isso são obrigados, fazem-no com a resignação de quem, para ver o seu rendimento crescer no fim no mês, são levados a fazer horas extraordinárias todos os dias da semana – numa fábrica –. Ora, ao fim do mês, é algo que cansa.
 
Olho para o rosto dos meus amigos, na casa dos trinta, e vejo nos seus rostos cansaço, resignação, e falta de vontade em lutar por um futuro melhor…fico triste, por eles, por mim, por todos…mas acredito que é possível melhorar.
 
A aposta na formação é fundamental. Alegra-me o facto da ESTA, todos os anos, melhorar a sua oferta. Mas será que não seria possível protocolar com esta instituição a criação de mais cursos, com perspectivas reais de emprego, devidamente adequados às necessidades regionais? Claro que sim.
 
Esqueçam as borboletas e lembrem-se das pessoas. Uma das características dos políticos é a visão. Eu acredito que Abrantes pode melhorar. E muito. Não desistam. E Bom Ano.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quinta-feira, 04.12.08

A "MARCA"

por Gonçalo Oliveira 

  
Em Abrantes temos a segunda maior árvore do país, mas, além disso, pergunto-me: podemos ter um Natal feliz só com uma árvore gigantesca?
 
A resposta leva-me à seguinte conclusão: o Natal é feito com pessoas, e para as pessoas.
 
Mas Abrantes continua sem pessoas, tanto no centro histórico, como nos principais locais históricos e turísticos.
 
Será assim tão difícil, dinamizar e valorizar todo o imenso património que dispomos, juntando população e turistas neste objectivo estratégico, hoje consensual?
 
Mais uma resposta: Óbidos. 
 
Desde a eleição do Dr. Telmo Faria, em 2001, com 29 anos, assistimos a uma das maiores transformações de que há memória na dinâmica de um concelho, que lhe valeu a distinção de Personalidade Turística do Ano”, atribuído pela Associação de Jornalistas Portugueses de Turismo (AJOPT), pelos “relevantes serviços prestados ao Turismo nacional” conseguidos através da “inovação e promoção turística do concelho, através de eventos marcantes como o Festival do Chocolate ou o Vila Natal”. 
 
Hoje em dia, não há nenhum cidadão português que não conheça pessoalmente, ou que, não tenha ouvido falar da “marca” Óbidos. É uma marca nacional.
 
Outra pergunta vem-me à memória: então e Abrantes não poderia ser uma “marca” de âmbito nacional?
 
A resposta é imediata: sim. 
 
Senão vejamos: temos um castelo (suficientemente grande e preservado); temos um centro histórico (abandonado, é certo); temos doçaria regional (tigeladas, palha, etc.); temos locais naturais de excelência (ex: Castelo de Bode); temos marcas prestigiadas (o Azeite Galo é só um exemplo).
 
Mesmo assim, a tal “marca” teima em não aparecer. 
 
O que nos falta então? 
 
A resposta só pode ser uma: falta-nos imaginação e alguém que consiga ver para além do seu umbigo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 11.11.08

COMPANHIA DE MOAGEM DE ABRANTES

por Gonçalo Oliveira

  

  

 

 Nos últimos tempos, muitos têm levantado a questão do elevado estado de degradação a que chegou a outrora pujante Moagem de Abrantes.
 
O meu falecido avô Eduardo Cardoso, no último artigo que escreveu para o Jornal de Abrantes, referiu-se, em concreto, ao mau estado da Estrada Nacional nº2, naquele local, e aos incómodos que causa aquele autêntico “troço de rally”, tanto para os transeuntes como para a saúde dos automóveis.
 
Mais recentemente, o vereador Pedro Marques, na reunião de Câmara, fez referência ao edifício da Moagem, por se encontrar em muito mau estado, tendo sugerido que se contactasse o proprietário para proceder a obras de conservação. Sem dúvida, uma iniciativa necessária.
 
Para não me alongar sobre o destino do espólio de maquinaria que compunha esta fábrica e que, ao que sei, foi desbaratado, sem que dele reste uma única peça, lembro somente as potencialidades, tanto do edifício em si como da área envolvente.
 
Uma nota final para a Junta de S. Miguel: afinal, aquele local é a porta de entrada da freguesia e merecia maior dignidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Maio 2019

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D