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COLUNA VERTICAL


Sábado, 02.07.11

OS KHMERS COMUNISTAS

 

O início do julgamento de quatro líderes dos Khmers Vermelhos no Cambodja gerou várias notícias. Quem as lê fica com a convicção de que aquele país foi governado durante um breve período por um grupo de gente que além de gostar do vermelho é agora acusada da morte de dois milhões de pessoas. O que unia esse grupo designado como Khmers Vermelhos? As notícias são quase sempre omissas sobre a pertença ideológica destes homens e da fundamentação política para o genocídio que levaram a cabo.

Sintomaticamente Denise Affonço, uma cidadã cambojana em cuja ascendência ainda existem portugueses e que em 1975, tal como milhares de cambojanos teve de abandonar a capital, Phnom Penh, acabada de conquistar pelos Khmers Vermelhos, na entrevista que em 2009 deu à Antena 1, começa precisamente por interrogar o entrevistador sobre a forma como os khmers são designados entre nós: "Eu não sei como é que dizem aqui, se Khmers Vermelhos ou Khmers Comunistas mas de facto os Khmers Vermelhos são os Khmers Comunistas."

 

(Aliás vale a pena ouvir a entrevista no site da Antena 1 porque quando Denise Affonço expressa a sua condenação do comunismo o entrevistador não arranja nada mais adequado para lhe perguntar do que isto: "Tendo em conta tudo aquilo por que passou, nunca mais foi possível para si acreditar em sociedades perfeitas?" Ou seja, segundo esta pergunta, o comunismo continua a ser uma sociedade perfeita na qual Denise Affonço, por razões pessoais, não consegue acreditar. Imagina-se esta pergunta a ser feita a alguém saído dos campos nazis ou fascistas?)

Helena Matos - in Público de 30/6/11

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Sexta-feira, 15.04.11

O PS E A MALDIÇÃO DE SATURNO

 

«Sobre o socialismo abate-se a madição de Cronos/Saturno: quis criar uma Idade do Ouro e acabou a alimentar-se dos seus filhos com medo de ser destronado»

 

Helena Matos, in Público de 14/4/11

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Quarta-feira, 09.03.11

GALLIANO E OS VIVAS A HITLER

Helena Matos - in Público de 3/3/11

 

Galliano disse que amava Hitler e foi despedido pela Casa Dior. Sempre achei Galliano um parvo e agora confirmei-o. Devia ter dito que amava Estaline, Mao, Bin Laden e, até há um mês, Kadhafi e continuaria a ser chamado enfant terrible, designação com que, no mundo das roupas e dos filmes, se apelidam as pessoas com pouco siso e zero de princípios, como é o caso de Gallaino ou de Naomi Chambell, que também é muito dada a amores politicamente perversos.

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Sexta-feira, 20.08.10

O HOMO FREEPORTUS

Helena Matos in Público de 5/8/10 (extracto)

 

O Homo Freeportus nasceu da união entre dois aparelhos reprodutores: o do Estado e o dos partidos. Os nascidos desse cruzamento vivem do Estado e naturalmente sentem o Estado como o seu território. Conhecem-lhe os procedimentos, os regulamentos, as excepções aos mesmos e os anexos às disposições gerais. Aliás, grande parte do poder dos freeportus é exercida através da produção contínua de regulamentos, leis e decretos que trazem os demais hominídeos em constante sobressalto.

 

Os freeportus usam o Estado em seu proveito até ao limite (…).

 

Não há memória de um freeportus ter sido alguma vez punido, até porque após uma situação de risco imediatamente os freeportus detectam o que os levou quase a serem apanhados e logo corrigem a legislação e mudam quem tem de ser mudado.

 

Os freeportus nunca deixam verdadeiramente o Estado, pois, mesmo quando partem para regiões inóspitas, como o sector privado, tal só acontece porque levam consigo o seu conhecimento do ecossistema estatal que os torna valiosos aos olhos de quem os convida.

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