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COLUNA VERTICAL


Domingo, 30.05.10

CONCESSÃO DO RIBATEJO

Manuela Ruivo - in Primeira Linha

 

Na Assembleia Municipal de 26 de Fevereiro de 2010, o Grupo Municipal do PSD, criticou a forma como o PS e o actual executivo utilizaram esta concessão como uma das principais bandeiras políticas durante a última campanha eleitoral (O PS prometeu, com pompa e circunstância, o Primeiro-ministro deslocou-se ao Tramagal, deitaram-se foguetes…), para agora ser abandonada sem qualquer explicação à população.

 

Com efeito, foi com grande apreensão que recebemos a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sôr e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos. Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território regional, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso. Acresce que seria, também e sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho e na região.

 

Nesta Assembleia Municipal, todas as forças políticas mostraram a sua insatisfação em relação à suspensão desta obra pública essencial para o desenvolvimento da região. Em face desta contestação o presidente da Assembleia Municipal de Abrantes e ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão, comprometeu-se a fazer chegar a voz desta Assembleia ao ministro das obras públicas, bem como o agendamento de uma reunião.

 

Fomos recebidos no passado dia 17 de Maio, pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações António Mendonça. No final não resultou qualquer compromisso, a não ser a promessa de visitar Abrantes para tomar consciência das características essenciais desta obra pública. Todos estamos conscientes que o país tem de ajustar a suas contas públicas, através de medidas de contenção e corte na despesa do Estado, inclusive no investimento. Mas que se comece a cortar no que é supérfluo e faraónico, e não em obras que se revestem de sobeja importância estratégica, e que são essenciais no posicionamento competitivo destas regiões. Este é o caso flagrante do IC9.

 

Lamentamos ainda que, no processo de “suspensão” da concessão do Ribatejo (vital para o desenvolvimento económico, social e ambiental da nossa região), o executivo municipal do PS tenha tentado passar sobre o assunto, como diz o ditado popular, como cão por vinha vindimada. Entendemos a posição do PS em Abrantes, trata-se de uma das suas promessas eleitorais mais emblemáticas que ainda não passou do papel, por exclusiva responsabilidade de um Governo também do PS. Entendemos o melindre da situação, mas nada justificava tal posição. Valeu a intervenção do PSD na Assembleia Municipal, tendo sido acompanhado pelos outros grupos municipais, sublinhando as consequências nefastas da decisão do Governo.

 

No fim fica a falta de palavra dos governantes nacionais e locais, e a incompetência no elencar de prioridades.

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Sábado, 10.04.10

O PEC E O IC9

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Como eu e o Dr. Belém Coelho fizemos questão de deixar claro na reunião da Câmara Municipal, é totalmente inadmissível, inaceitável e incompreensível que o Governo (do qual, saliente-se, faz agora parte o ministro Jorge Lacão) suspenda o IC 9, uma obra fundamental para o desenvolvimento do interior e para a correcção das assimetrias entre regiões, e mantenha de pé o TGV para Madrid, a terceira travessia do Tejo e o aeroporto de Lisboa, obras megalómanas, deficitárias e absolutamente desnecessárias e que apenas servem para financiar as grandes empresas de construção civil (as mesmas de sempre) e à custa do sacrifício dos contribuintes e pensionistas (os mesmos de sempre).

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Terça-feira, 06.04.10

A PONTE É UMA MIRAGEM

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

É com surpresa e apreensão que recebemos a notícia da suspensão do itinerário IC9 no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sôr e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, como acesso directo daquela via à A23 e que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, e de ter sido a bandeira dos candidatos do Partido Socialista no distrito, um dos quais actualmente com importantes responsabilidades governamentais, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio Ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca agora com maior acuidade, para não dizer urgência, a requalificação da EN2, no troço Arrifana – Rossio e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a curto e médio prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
O estado em que se encontra o referido troço é simplesmente vergonhoso, quer em termos de piso, quer em termos de sinalização luminosa, já que ambos se encontram extremamente degradados, constituindo assim um péssimo cartão de visita da cidade,
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua fundamentadamente ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Ainda no âmbito da Concessão do Ribatejo, que inclui o troço do IC9, de salientar e questionar a eventual aplicação de portagens na A23, assunto colocado novamente na ordem do dia e da maior pertinência para o Concelho de Abrantes. No relatório do OE de 2010, podemos ler ” introdução célere das portagens em auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) que se encontram previstas e realização, em 2010, de estudos que fundamentem a decisão a aplicar a outras SCUT”.
Se isto assim acontecer, o Concelho de Abrantes será duplamente penalizado: pelo que se deixa de fazer e pelos encargos que se acrescentam aos seus habitantes.
E ainda por cima, para completar o ramalhete, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução vertiginosa, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém em PIDDAC irão ser  extremamente parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, no contexto distrital, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões de euros em 2010, ou seja, uma variação de -72,4%!
Se nos referirmos ao contexto concelhio, a realidade é semelhante, a variação de 2009/2010 é de -83,27% (PIDDAC 2009: 2.milhões715.mil 545 euros, PIDDAC 2010 454.274 mil euros).
Podemos pois concluir que com estes cenários, a ponte para o desenvolvimento é uma miragem.

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Sexta-feira, 02.04.10

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

.

Na última campanha eleitoral das eleições autárquicas e, nomeadamente, nos debates entre os candidatos, a actual presidente da câmara, escudada sempre na figura tutelar e governamental do actual ministro Jorge Lacão, desfraldou as três grandes bandeiras do seu mandato: o IC 9, o museu ibérico e o novo mercado diário (este incluído no tão apregoado Programa Integrado de Valorização do Centro Histórico de Abrantes).

 

Bastaram, no entanto, quatro meses para que duas dessas bandeiras já tivessem sido recolhidas ad eternum. Primeiro, foi o IC 9, um dos mártires do fartar vilanagem em que se transformaram os cinco anos de governação socialista. E agora foi a vez do mercado diário que, encerrado pela ASAE por falta de higiene e insuficiências sanitárias (como saltava aos olhos de toda a gente), obrigou a presidente da câmara a confessar publicamente que a tal obra megalómana publico-privada, destinada para aquele local e com que a câmara, durante anos, foi iludindo os abrantinos, afinal não tinha condições para avançar.

 

Só já falta o museu. Projecto e director, pelo menos, já existem, o que significa que já há gente a viver à conta do futuro museu. Veremos, agora, quando vão arrancar as obras...

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Segunda-feira, 29.03.10

O MUSEU E O IC 9

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

.

Sou um dos cronistas que, ao longo dos últimos quinze anos, tenho denunciando a política criminosa dos governos de Guterres e Sócrates, assente em endividamento público para sustentar um aparelho administrativo e produtivo totalmente ineficiente e inviável economicamente, assim como para financiar obras públicas faraónicas e de utilidade duvidosa que, em regra, só acarretam mais encargos.

 

A minha candidatura à Câmara Municipal de Abrantes pretendeu também ajudar a consciencializar os munícipes de Abrantes para este problema e dar um modesto contributo para resolvê-lo. As minhas reservas relativamente ao museu, por exemplo, não têm nada a ver com o valor do espólio, nem com o projecto de arquitectura, nem com a localização, se bem que considere que a população de Abrantes deve ter uma palavra a dizer sobre isso. As minhas reservas estão a montante desta discussão e assentam, apenas, na sustentabilidade económica de uma obra que vai consumir recursos que não temos para gerar ainda mais encargos (é, aliás, a própria presidente da câmara quem reconhece, já à partida, que o museu vai dar prejuízo) num momento de grande aperto financeiro com iminentes cortes nos salários, nas reformas e nas prestações sociais e um aumento brutal do desemprego.

 

E foi precisamente por se ter andado, durante os últimos quinze anos, a esbanjar dinheiro em projectos megalómanos que fazem as delícias dos autarcas, governantes e grandes construtoras, mas que arruínam o país, que agora se vai sacrificar o IC 9, este, sim, um investimento prioritário e essencial para o desenvolvimento económico do concelho de Abrantes e concelhos limítrofes. 

 

Apesar de não ter a informação privilegiada dos socialistas, as pessoas do Tramagal devem recordar-se do que lhes disse na campanha eleitoral: que não contassem com o IC 9 para breve, ainda que a actual presidente da câmara e o ministro Jorge Lacão fizessem da sua construção iminente uma das suas bandeiras eleitorais. Por razões óbvias que só um cego não via ou um mentiroso não admitia.

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Quarta-feira, 24.03.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 22/3/10 (II)

CARTA AO MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS

Declaração dos vereadores do PSD

 

Os vereadores do PSD consideram que se devia acrescentar na carta a enviar ao Ministro das Obras Públicas o seguinte: 

 

É totalmente inadmissível, inaceitável e incompreensível que o Governo suspenda o IC 9, uma obra fundamental para o desenvolvimento do interior e para a correcção das assimetrias entre regiões, e mantenha de pé o TGV para Madrid, a terceira travessia do Tejo e o aeroporto de Lisboa, obras megalómanas, deficitárias e absolutamente desnecessárias e que apenas servem para financiar as grandes empresas de construção civil (as mesmas de sempre) e à custa do sacrifício dos contribuintes e pensionistas (os mesmos de sempre).

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Sexta-feira, 26.02.10

ASSEMBLEIA MUNICIPAL 26/2/10 (extracto I)

CONCESSÃO DO RIBATEJO (IC 9)

Intervenção da bancada do PSD
 
Relativamente a este investimento, estamos todos de acordo: trata-se de um investimento prioritário e essencial para o desenvolvimento económico do concelho de Abrantes e concelhos limítrofes.
Com efeito, esta via, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, um factor essencial para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
É, pois, com grande apreensão que recebemos agora a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Tanto mais que o IC9 foi arvorado como a grande bandeira do PS nas últimas legislativas e autárquicas.
Estamos, no entanto, no local indicado para obtermos a explicação para a suspensão deste projecto essencial para o nosso concelho, pois estamos, na presença do ilustre ministro dos Assuntos Parlamentares e presidente da mesa desta Assembleia.
Esta questão coloca, agora, com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço como já foi referido pelos nossos vereadores em reunião de câmara (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a curto prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul e que se encontra, neste momento, num estado absolutamente miserável e que envergonha o nosso município.
Ainda no âmbito da Concessão do Ribatejo, gostaríamos de questionar sobre a eventual aplicação de portagens na A23, assunto colocado novamente na ordem do dia pelo relatório do O.E. e da maior pertinência para o concelho de Abrantes.

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Terça-feira, 09.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto I)

SUSPENSÃO DO IC 9
Declaração dos vereadores do PSD
   
É com grande apreensão que os vereadores do PSD recebem a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço que já referimos em reunião anterior (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Convém ainda referir que, a par deste corte, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém (onde nos situamos) em PIDDAC irão ser parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões, ou seja, menos de um terço, em 2010.

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