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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 14.05.10

I HAVE A DREAM***

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

*** Celebro o 25 de Abril com uma adaptação do conhecido discurso de Martin Luther King, o pastor evangelista defensor dos direitos cívicos americanos, ao concelho de Abrantes. 

 

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho do 25 de Abril.

 

Eu tenho um sonho que um dia o concelho de Abrantes levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens nascem iguais".

 

Eu tenho um sonho que um dia o concelho de Abrantes, um concelho cheio de assimetrias, sufocado pelo calor da injustiça e das desigualdades, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

 

Eu tenho um sonho que as nossas crianças viverão um dia num concelho onde os concursos públicos não serão decididos pela cor do cartão partidário, mas pelo mérito e competência de cada um.

 

Hoje, eu tenho um sonho.

 

Eu tenho um sonho que um dia as freguesias rurais do concelho, despovoadas, com más acessibilidades, onde os idosos são abandonados e esquecidos, possam oferecer aos seus filhos as mesmas condições de que gozam as freguesias urbanas, caminhando juntas, lado a lado, como irmãs.

 

Hoje, eu tenho um sonho.

 

Eu tenho um sonho que um dia todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão, conjuntamente.

 

Esta é a nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso concelho numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

 

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu concelho é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".

 

E se o concelho de Abrantes quiser ser um grande concelho isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então das prodigiosas arribas do Tejo. Que a liberdade ressoe das poderosas planícies do sul do concelho e das margens da barragem do norte do concelho. Que a liberdade ressoe do altaneiro castelo de Abrantes!

 

Mas não é só isso! Que, em cada munícipe, a liberdade ressoe.

 

Que a liberdade ressoe dentro do edifício da Câmara Municipal e em cada Junta de Freguesia.

 

Que a liberdade ressoe em todas as colectividades do concelho.

 

Que a liberdade ressoe em todas as rádios e jornais do concelho, incluindo no Jornal de Abrantes e no Passos do Concelho.

 

Que, de cada localidade, a liberdade ressoe.

 

Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada freguesia e da nossa cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, comunistas e democratas-cristãos, socialistas e sociais-democratas, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo-Poderoso, estamos livres, finalmente!" 

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Domingo, 09.05.10

O PODER (LOCAL) DA CORRUPÇÃO

Quase 69% dos processos de corrupção instaurados por crimes cometidos no sector público envolvem as câmaras municipais. Ainda assim, e de acordo com um estudo hoje divulgado, a maioria destes processos continua ainda a envolver o sector privado.


De acordo com o estudo hoje divulgado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e o ISCTE apresentado esta manhã, em Lisboa, é na administração local que está localizado o maior número de casos de corrupção: cerca de 58,9% dos casos analisados (42,1% junto de câmaras municipais e juntas de freguesia) entre os anos de 2004 e 2008.


Por sua vez, dentro da Administração Central, é no quadro do Ministério da Administração Interna – que tem a seu cargo as forças de segurança, por exemplo – que se verifica o maior número de processos de corrupção.


Ainda segundo o estudo, o sector privado continua a ser o mais envolvido em processos de corrupção - 72,7% dos processos analisados, contra 22,7% dos processos instaurados contra entidades do sector público.


Entre os 838 processos analisados entre 2004 e 2008, o DCIAP e o ISCTE verificou também que os actos de corrupção, em Portugal, resultam sobretudo de uma iniciativa de um corruptor activo para um passivo – ou seja, de um sujeito que corromper outro.

 

Aos olhos do investigador Luís de Sousa, um dos responsáveis pelo estudo, o combate contra a corrupção no meio autárquico pode logo partir dos cidadãos, tomando «uma atitude mais consciente, não votando em candidatos envolvidos em processos de corrupção».


Paralelamente, o investigador considera também urgente, uma reforma global do poder local, que permita à oposição dos executivos camarários reforçar o seu papel de fiscalização e de contra-poder.

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Sábado, 17.04.10

PSD QUER FIM DA LEI DA ROLHA NA CÂMARA

Mirante on line de 17/4/2010

 

Os vereadores do PSD na Câmara de Abrantes acusam a maioria socialista de fomentar a “lei da rolha” ao não dar voz às suas posições políticas no boletim informativo municipal Passos do Concelho e no Portal de Abrantes, “que são publicados a expensas da câmara municipal”.

 

Em intervenção na última reunião do executivo, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho dizem que “é chegada a hora” de a Câmara de Abrantes cumprir as directivas do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que defende "o pluralismo e a obrigação de veicular a expressão das diferentes forças e sensibilidades politico-partidárias que integram os órgãos autárquicos”.

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Domingo, 11.04.10

NÃO HÁ RESPONSABILIZAÇÃO SOCIAL

Quando um aluno beneficia da acção social, pode almoçar na escola, tem direitos a livros e depois não vai às aulas ou aparece com um telemóvel topo de gama, eu pergunto que sociedade é esta. Não há responsabilização social.

 
António Gamboa
 director do Agrupamento de Escola da Damaia
 in Expresso de 20/3/2010

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Sábado, 20.03.10

A LEI DA ROLHA E A LEI DA SELVA (I)

 

Francisco Assis, o líder parlamentar do PS, que diz estar «tudo esclarecido» no caso Face Oculta e se indigna com o facto de o Parlamento querer investigar melhor o assunto, propôs que o mesmo Parlamento discutisse os estatutos do PSD, por incluírem a dita ‘lei da rolha’.
Sucede que igual norma também existe nos estatutos do seu partido!
A declaração de Assis constituiu, assim, um bom exemplo da precipitação, oportunismo e incompetência que tomaram conta de boa parte da prática política.

José António Saraiva - in Sol de 19/3/10

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Sexta-feira, 26.02.10

A ALMA SOCIALISTA

 ,

(...) Nunca como agora vi a alma [socialista] tão perdida, penada e desonrada pelo carreirismo, pela vileza e pela falta de carácter (alguns mostram horror a que se fale disso, como se o carácter não fosse a essência da nobreza política). 
Onde estão as vozes inconformadas que não se fazem ouvir ou se escondem cobardemente atrás do reposteiro das conveniências, pactuando com a mentira, o cinismo, os negócios escuros e a promiscuidade dos interesses?
Como é possível que aquilo que se mete pelos olhos dentro como punhais possa ser negado e mistificado em nome de embustes e hipocrisias formais?
Como poderá a fidelidade servil ao chefe ser colocada acima dos ideais, princípios e convicções que inspiram a verdadeira fidelidade moral e política?
Perdida a honra, que restará ao PS?»
Vicente Jorge Silva, in semanário Sol de 19/2/10 

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Segunda-feira, 09.11.09

UMA IDEIA PARA PORTUGAL

Santana-Maia Leonardo - in Jornal i (26/10/09)

 
Não adianta mudar de tractor, se o problema é do tractorista. Pelo contrário, mudar de tractor, nestas circunstâncias, só agrava a situação. E o nosso problema é precisamente este. Os nossos governantes passam a vida a mudar as leis (ou seja, a mudar de tractor), quando o problema é de quem as aplica. Qual a solução? É fácil. Primeiro, não mudar de tractor; depois, ensinar o tractorista a usar o tractor; finalmente, substituir o tractorista se ele não aprender ou não quiser aprender.

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Sexta-feira, 30.10.09

MANUELA RUIVO CANDIDATA A LÍDER DO PSD

por Sérgio Mourato – in jornal A BARCA

 
Novo Ciclo para social-democratas abrantinos
Manuela Ruivo lidera candidatura à Comissão Política Concelhia
 
Manuela Ruivo apresenta candidatura à Comissão Politica Concelhia do PSD para iniciar um novo ciclo do partido em Abrantes. O objectivo é a união e coesão, aproveitando o trabalho iniciado pelo anterior elenco.
 
Por um PSD coeso e dinâmico” é o lema da candidatura liderada por Maria Manuela Bexiga Ruivo, 38 anos, engenheira agrónoma, à Comissão Politica de Abrantes do Partido Social Democrata (PSD). A concelhia vai a votos no dia 14 de Novembro e Gonçalo Oliveira, o antigo líder, encabeça lista à mesa de assembleia. Prevê-se para estas eleições, a maior afluência de sempre, sendo a capacidade eleitoral de cerca de 250 militantes.
 
A apresentação da lista, a única conhecida até ao momento, decorreu na quarta-feira, dia 28 de Outubro, num jantar, no Restaurante “O Ramiro”, em Rio de Moinhos (Abrantes). “A candidatura surge na continuação do trabalho árduo desenvolvido nas últimas eleições autárquicas, cujos resultados obtidos devem valorizar-se”, afirmou Manuel Ruivo, ressalvando, que “neste momento, sem esquecer o passado, pretende-se renovar a concelhia”. A lista visa ainda criar um gabinete de estudos que funcionará para dar apoio à Comissão Politica da Secção em todas as questões programáticas e de acção politica, bem como a criação de um gabinete que facilite o acompanhamento de todas as forças vivas do concelho.
 
Gonçalo Oliveira o líder que cessou funções a 10 de Outubro, e face a um resultado negativo nas últimas autárquicas, defende “que todas as comissões politicas devem demitir-se”, embora no seu caso não houve essa necessidade, visto que o seu mandato findou na véspera das eleições. Para o anterior presidente “esta é a ponte perfeita com os eleitos, o fim de um ciclo, mas transmitindo para esta equipa tudo o que de bom houve, nomeadamente o capital humano constituído pelos eleitos que vai ser trabalhado aprofundado, no sentido de melhoras as 19 candidaturas às juntas de freguesia em 2013, daí que integrem a lista um vereador, uma candidata à assembleia municipal e elementos de assembleias de freguesias”.
 
Estando ainda em aberto quatro lugares para a Comissão Política, já estão confirmados os seguintes elementos: presidente - Manuela Ruivo (engenheira Agrónoma, 38 anos); vice-presidentes, António Belém Coelho (professor, 51 anos) e Joaquim Simplício (solicitador, 50 anos); tesoureiro - Carlos Horta Ferreira (administrativo, 50 anos); vogais, Carlos Alberto, Manuel Oliveira, André Bicho, José Oliveira, Susana Martins, João Botto, Carlos Natálio e Manuel Nogueira.
 
Quanto à Mesa de Assembleia, o elenco já está completo: presidente - Gonçalo Oliveira; vice-presidente - Mauro Xavier, secretário - Diogo Valentim; suplentes - Ana Dias e Ana Costa.

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Quinta-feira, 09.04.09

A DEMISSÃO DE ALBERTO COSTA EM MACAU

Esclarecimento de José António Barreiros - in Público de 6/4/2009

 
Não costumo usar os blogs ao serviço de questões pessoais. É estranho, mas é um modo de ser. Só que desta feita está em causa algo de nobre: a verdade num assunto de Estado.

Não quero entrar, nem entrei, por razões compreensíveis na questão Freeport, nem na matéria das pressões ou que se aleguem terem sido pressões. Não conheço os factos e só falo do que sei. Além do mais, desempenho um cargo na Ordem dos Advogados que me obriga ao dever de reserva.

Ora sucede que na sua edição de hoje o jornal Público recorda a demissão de Alberto Costa, actual ministro da Justiça, por despacho meu. Sob o título «Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz», o jornal relata as razões da demissão e a sequência da mesma.

O texto, que está todo aqui, tem, porém, uma omissão, pelo que na memória dos que lerem, ficará assim a pairar uma versão incorrecta dos factos e sobretudo uma versão que o demitido tentou passar para a imprensa quando de uma visita oficial sua ao território de Macau, em 2005 e que tive de desmentir então: a de que o acto de demissão fora, afinal, ilegal, e por isso anulado pelos tribunais.

Terei permitido tal omissão ao não ter aceite falar com o jornalista? Talvez. A discrição tem destes efeitos. Cito, pois, aquilo que acabo de comunicar ao jornal, esperando publicação e para que fique assim mais substanciada a verdade:
 
«Demiti Alberto Costa por despacho fundamentado, que se baseava no que foi adquirido por um inquérito realizado pelo Procurador-Geral Adjunto do território: contactara um juiz por duas vezes com o propósito de que este arquivasse um processo e soltasse os dois arguidos presos.
 
Estava em causa a televisão de Macau e a ligação desta a uma empresa de que eram sócios várias criaturas gradas ligadas ao partido socialista, mais uma empresa de um senhor chamado Robert Maxwell, que morreria mais tarde em condições estranhas.
 
Após a minha saída do território o Governador Carlos Melancia revogou o meu despacho na parte em que fundamentava a demissão, não ignorando que isso abria a porta ao que veio a suceder: o demitido veio a recorrer para o STA e obviamente ganhou a causa, recebendo choruda indemnização.

Em suma: a razão substancial da demissão de Alberto Bernardes Costa não foi anulada pelos tribunais, foi anulada, sim, a habilidade do Governador, pela qual o meu despacho de demissão foi substituído por outro apto a ser anulado por vício de forma, ou seja por falta de fundamentação.

Quem quiser ler os documentos, pois está tudo documentado, é só ir aqui. Agradeço o favor de ser reposta toda a verdade».

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Domingo, 08.03.09

MANUELA FERREIRA LEITE

 

«As empresas estão com problemas de tesouraria, precisam de sobreviver e isso não se resolve oferecendo mais crédito para se endividarem»

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Domingo, 01.03.09

O ROBIN DOS TOLOS

 

«Não incomoda o socialista José Sócrates que o seu ministro Mário Lino gaste meio milhão de euros em festas de inauguração de cada novo troço de auto-estrada. Não incomoda o socialista José Sócrates que os dinheiros públicos sirvam para acorrer ao salvamento de negócios bancários irresponsáveis e inviáveis, como o BPP ou o BPN, em lugar de os deixar afundar, como, além de mais, exigia a credibilidade do mercado. Não incomoda ao socialista José Sócrates que o que resta do património natural ainda preservado do país seja vandalizado ao abrigo dos projectos PIN e com a chancela de interesse público dado pelo Governo. Não. O que incomoda o socialista José Sócates é que os “ricos”, como ele lhes chama (isto é, a ínfima minoria que declara os seus rendimentos e paga 42% de IRS, em lugar de criar empresas fictícias para lá enfiar despesas pessoais ou abrir contas em offshores estrangeiras), possam deduzir com a saúde ou a educação as quantias que o próprio Governo definiu como razoáveis. Vai, pois, conforme anunciou, subir ainda mais o IRS para quem mais paga e cumpre, para o “redistribuir” pela “classe média” – contas feitas, e se alguma vez devolver dinheiro a alguém, parece que caberão 4 euros a cada representante da “classe média”. Eis o socialismo, tal como José Sócrates acaba de o descobrir. Dá vontade de ir pagar impostos para outro lado… (…)
 
Se não pode impedir o crescimento do desemprego, se não quis ou não quer enfrentar o poder do capital, resta ao socialista Sócrates rapar no caldeirão da demagogia: eutanásia, casamento de homossexuais, Robin Hood fiscal e, para acabar, senhoras e senhores, tomem lá outra vez com a ameaça da Regionalização – essa medida “socialista” tão cara ao aparelho do PS.
 
Eu penso que José Sócrates está a ver mal as coisas: os portugueses têm muitos defeitos, mas nunca foram politicamente tolos.»
 
Miguel Sousa Tavares, in Expresso de 14/2/2009

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Quinta-feira, 26.02.09

PEDRO PASSOS COELHO VISITA O CONCELHO

 

Pedro Passos Coelho vai acompanhar Santana Maia, o candidato do PSD à Câmara de Abrantes nas próximas eleições autárquicas, numa visita a três freguesias do concelho, no sábado, 28 de Fevereiro.

A visita começa às 11 horas, na freguesia de Fontes, junto ao miradouro, seguindo depois para o parque náutico de Aldeia do Mato.

Depois de um almoço no Carvalhal, a comitiva do PSD será recebida na sede da Junta de Freguesia do Souto, onde,
pelas 14h30, terá início uma palestra sobre “o turismo e as ruralidades”.
 
Os oradores são Santana Maia, Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, coordenador autárquico do PSD, e outros responsáveis locais do partido.
 
in O Ribatejo de 26/2/2009

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Terça-feira, 24.02.09

UM OLHO NO BURRO, OUTRO NO CIGANO

 

«Sócrates faz pois, neste momento, o milagre de agradar ao mesmo tempo a gregos e troianos. À direita pondo a mão debaixo dos bancos; à esquerda com medidas vanguardistas em matéria de costumes.
 
Além da satisfação de sectores opostos, Sócrates construiu uma eficaz “estrutura de exercício do poder”. Rodeou-se de um grupo de fieis pragmáticos – Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Armando Vara, etc. – que planeia a gestão política e estende os seus tentáculos a várias áreas (banca, empresas públicas, comunicação social) criando um sistema de condicionamento da opinião. Muita gente tem hoje medo de falar com receio de represálias – e mesmo dentro do Partido Socialista isto acontece. E há também chantagem e ameaças directas.
 
O ministro Augusto Santos Silva, fugindo-lhe a boca para a verdade, disse que gosta de «malhar» nos adversários políticos. E – não tenhamos ilusões – não foi uma afirmação isolada: é esta a linguagem usada no círculo restrito do primeiro-ministro.
 
Vivemos um tempo que se pode classificar como de ‘democracia limitada’. Sócrates construiu uma estrutura de poder que infunde receio. (…) Mas atenção: mesmo os que beneficiam deste estado de coisas devem perceber que é decisiva a subsistência de vozes livres. Essas vozes, que hoje lhes podem parecer chatas e incómodas, serão amanhã as garantes da sua própria liberdade.»
José António Saraivain Sol de 14/2/2009

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Domingo, 22.02.09

AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

 

«Deve assegurar-se que uma percentagem relevante das compras públicas realizadas pela administração central, autarquias e empresas públicas sejam dirigidas às pequenas e médias empresas (PME). É assim uma especie de quota obrigatória em relação às compras públicas», declarou Manuela Ferreira Leite.
 
A presidente do PSD falava num hotel de Setúbal, onde apresentou um programa intitulado “As PME no centro da política económica”.
 
«Como acontece noutros países europeus e também nos Estados Unidos, por via legal e regulamentar deve ser exigida a participação de PME na contratação pública em geral e também nos contratos que suportam as parcerias público-privadas», acrescentou.
 
De acordo com a proposta de Manuela Ferreira Leite, «as propostas submetidas a concurso passarão a ter de incluir as PME nos consórcios concorrentes e os compromissos por estes assumidos terão também de corresponder a adjudicações de fornecimentos a PME» e «isto tem de ser obrigatório numa percentagem global».
 
Os vice-presidentes do PSD Rui Rio, José Pedro Aguiar Branco e Paulo Mota Pinto estiveram presentes na sessão de apresentação do programa.
 
De acordo com o gabinete de imprensa do PSD, o distrito de Setúbal foi escolhido para a apresentação das vinte propostas centradas nas PME «devido às suas carências sociais e à sua elevada taxa de desemprego».
 
«De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 99,6 por cento do tecido empresarial português é composto por PME. As PME empregam mais de dois milhões de pessoas», referiu Manuela Ferreira Leite.
 
A presidente do PSD considerou que, tendo em conta estes dados, é «um erro de enormes proporções não colocar as PME no centro da política económica» e «acreditar que serão essencialmente as grandes empresas e os grandes projectos de investimento público que permitirão combater o desemprego».
Sol/Lusa

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Sábado, 21.02.09

O FEIRANTE

 

«Quando Manuela Ferreira Leite assumiu a presidência do PSD afirmou alto e bom som que não havia dinheiro para nada e que a situação era de crise e de emergência social. Poucos meses mais tarde, os factos vieram dar-lhe carradas de razão e pôr à mostra o enorme falhanço escandaloso das políticas do Governo, quer a batota sistemática por ele praticada. (...)
 
Fica bem à vista até que ponto Sócrates sabe pouco, é muito incompetente, não tem uma visão clara dos problemas, baralha tudo e cede a uma propensão fatal para vendedor de feira.» 
Vasco Graça Moura, in Diário de Notícias de 18/2/2009

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