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COLUNA VERTICAL


Quarta-feira, 15.06.11

LIBERTAR A SOCIEDADE

 

A maioria dos portugueses espera que Passos Coelho cumpra o acordo com a troika (os dois partidos anti-troika só receberam 13 por cento dos votos) e consiga que Portugal volte a ter condições para crescer.

 

Eu espero mais: espero que o faça cumprindo aquilo que o ouvi prometer num dos últimos comícios da campanha, em Aveiro - "Libertar a sociedade do Estado, libertar o estado dos aparelhos partidários." Tal programa é muito mais ambicioso e muito mais fecundo, pois permitirá olhar para Portugal de outra forma - como um país realmente moderno.

 

José Manuel Fernandes in Público de 10/6/11

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Sábado, 16.04.11

COMO FOI POSSÍVEL?

José Manuel Fernandes - in Público de 2/4/11

 

(...) Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem- pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo”. Em 2009, os portugueses tiraram-lhe a maioria absoluta, mas não aprendeu nada nem mudou o que quer que fosse na sua forma umbiguista  e corrosiva de exercer o poder. (...)

 

O que se passou nos meses, anos, em Portugal tem sido trágico.

 

Houve mentira: mentira sobre o real estado do país; mentira sobre as nossas obrigações internacionais: mentira sobre os êxitos e fracassos; mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais. Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre.

 

Houve corrosão dos hábitos democráticos: pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente; procurou-se limitar as liberdades; desvalorizou-se a ética; promoveu-se o chico-espertismo; levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos; menosprezou-se a importância das virtudes públicas; planeou-se tomar de assalto órgãos de informação; promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos os eventuais discordantes.

 

Houve cegueira económica: gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos; cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto; procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir, apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade; fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.

 

Um dia se fará a história destes anos, e estou em crer que, quando tal for feito, os vindouros se interrogarão: mas como foi possível? Como pode Portugal cair em tais mãos e mostrar uma tal incapacidade de sacudir esse jogo asfixiante?  (...)

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Quarta-feira, 16.03.11

A GERAÇÃO À RASCA

 

Joaquim Vieira estranhou (...) que "a geração que nos anos 70 defendeu o totalitarismo, o estalinismo, o maoísmo e os khmers vermelhos (e na qual me incluo) critique o inconformismo e a irreverência da geração jovem. (...) A geração instalada devia fazer a sua autocrítica antes de atacar a geração à rasca".

 

Eu, que faço parte da mesma geração, subscrevo a estranheza (só não estranho, infelizmente, a forma desonesta como alguns comentares televisivos trataram de colar à "geração á rasca" o programa de um outro movimento anticlasse política...).

 

José Manuel Fernandes in Público de 11/3/2011

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Quinta-feira, 13.05.10

ONDE EU ME ENCONTRO COM BENTO XVI

Horas antes de iniciar o Conclave que o escolheria como sucessor de Pedro, o então cardeal Ratzinger proferiu, como decano do Colégio dos Cardeais, uma homília que se tem vindo a revelar todo um programa. «Possuir um fé clara, seguir os ensinamentos da Igreja, é classificado com frequência como fundamentalismo», disse, então, perante os 115 cardeais eleitores. «Em contrapartida, o relativismo, isto é, o deixar-se levar "para aqui ou para ali por qualquer vento ou doutrina" parece a única atitude aceitável nos tempos que correm. Toma corpo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que deixa tudo ao critério do ego e dos seus desejos». (...)

 

Talvez, por isso mesmo eu, que não tenho fé, termine lembrando que, pouco tempo antes da morte de João Paulo II, numa conferência na Escola de Cultura Católica de Santa Croce, em Bassano, o ainda cardeal Ratzinger propôs a inversão do axioma dos iluministas de acordo com o qual era possível definir as normas morais essenciais "etsi Deus non daretur", como se Deus não existisse, para passar a propor que «mesmo aqueles que não conseguem encontrar o caminho da aceitação de Deus deveriam procurar viver e orientar a sua vida "veluti si Deus daretus", como se Deus existisse». (...)

 

Como alguém que se reconhece nos valores de uma Europa que, como Bento XVI correctamente defende, não é apenas um lugar geográfico mas o produto de uma civilização, e que a matriz dessa civilização é o Cristianismo (sem o qual não teria sido sequer possível o Iluminismo), aceito esse desafio. Mais: nesse desafio marco encontro com Bento XVI e com a sua luta civilizacional, que é também minha. 

José Manuel Fernandes – in Público de 07/05/2010

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