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COLUNA VERTICAL


Segunda-feira, 06.06.11

A PESADA HERANÇA DE PASSOS COELHO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

O slogan do PSD das últimas legislativas é enganador porque transmite a falsa ideia de que a hora de mudar era agora, quando, na verdade, agora só vamos mudar pela força das circunstâncias e com grande dose de sofrimento, em virtude de não termos mudado quando devíamos, ou seja, há muito tempo.

 

Em boa verdade, nós, nestas eleições, não elegemos um primeiro-ministro, mas tão-só o administrador da insolvência. Ninguém espere, pois, que o pesadelo tenha passado apenas por termos afastado da gestão do país esse administrador incompetente e irresponsável que foi José Sócrates. Não, meus queridos amigos, agora vamos ter de percorrer um longo e doloroso caminho para pagar as dívidas da sua gestão absolutamente irresponsável e ruinosa.

 

Passos Coelho tem, no entanto, uma qualidade e um mérito que me transmitem alguma confiança.

 

Quanto à qualidade, o facto de não ter qualquer experiência governativa. Com efeito, tendo todos os políticos portugueses com experiência governativa nos últimos 20 anos contribuído decisivamente para a destruição da economia, da educação e da justiça, não via como alguém poderia merecer o voto dos portugueses com uma nódoa dessas no currículo.

 

Quanto ao mérito, o facto de ter tido a coragem de apresentar não só um programa eleitoral (o PSD foi o único partido a fazê-lo) como também um programa que rompe com toda a tradição de indefinição política que tem caracterizado a política portuguesa e o próprio PSD. Com efeito, o programa eleitoral do PSD assume-se declaradamente como um programa de direita moderada liberal, demarcando-se totalmente da matriz social-democrata e, consequentemente, daquela zona de águas turvas, denominada Bloco Central, onde muitos militantes do PSD gostam de navegar. E isto revela uma grande coragem, para mais num tempo em que a esquerda tem acenado sistematicamente com o papão do neoliberalismo, à semelhança do que fazia Salazar com o papão do comunismo.

 

Ou seja, o tempo em que PSD e PS se reclamavam da social-democracia, o tempo do discurso, que também chegámos a ouvir aqui em Abrantes, de que "o programa que o PS executa é o do PSD, mas nós somos mais competentes do que eles", acabou. O PSD de Passos Coelho não tem nada a ver com o PS, nem com a social-democracia, ocupando hoje um espaço ideológico completamente diferente.

 

Esta redefinição do espaço político português era uma reforma urgente e que carecia de ser feita. Ao apresentar este programa eleitoral e, com ele, conseguir vencer as eleições, Passos Coelho concretizou a primeira grande reforma estrutural da política portuguesa.

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Sexta-feira, 03.06.11

VOTA PS!

 

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Sexta-feira, 27.05.11

O FIM DAS NOVAS OPORTUNIDADES

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

O panfleto que o PS intitula pomposamente de programa eleitoral só tem comparação com certas moções de estratégia que por aí são aprovadas, feitas de lugares comuns, banalidades e outras vulgaridades, que só a boa educação ou a ignorância dos ouvintes os impede de desatar a rir às gargalhadas, para mais quando são lidas em voz alta com ar formal.

 

Só mesmo no país das Novas Oportunidades, é possível José Sócrates aparecer nas sondagens com mais intenções de votos do que o CDS, o Bloco de Esquerda ou o Partido Comunista. Será possível o povo português ser tão irresponsável ao ponto de ainda ponderar em manter na direcção da sua empresa o director que a levou à falência? Isto, no fundo, só vem demonstrar que os culpados da situação em que o país se encontra, afinal, são os portugueses que, nas democracias liberais, são os verdadeiros accionistas da empresa nacional.

 

A democracia tem, pelo menos, esse mérito: ninguém é governando melhor do que o que merece. E nós só temos o que merecemos. Mas de uma coisa podem estar certos: acabaram-se as novas oportunidades.

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Quarta-feira, 25.05.11

OUÇA ESTE DEPUTADO, JOSÉ SÓCRATES!

 
Este foi o único deputado que, no Parlamento, teve a coragem de dizer tudo aquilo que o primeiro-ministro José Sócrates precisava de ouvir.
 

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Domingo, 22.05.11

COMO OS ALEMÃES NOS VÊEM

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Sexta-feira, 13.05.11

A GESTÃO ASSUSTADORA

Wolfgang Münchau - in Financial Times de 8/5/11

 

A gestão portuguesa da crise tem sido assustadora. O primeiro-ministro José Sócrates optou por adiar até ao último momento o pedido de ajuda financeira.

 

A sua comunicação na semana passada foi um apogeu tragicómico da crise. Com o País no limiar da bancarrota, vangloriou-se na televisão nacional de ter assegurado um acordo melhor do que o da Irlanda e que o da Grécia. E acrescentou que o acordo não traria grandes sacrifícios.

 

Quando, logo a seguir, se revelaram os detalhes, percebeu-se que era tudo mentira. O pacote contém brutais reduções nos gastos, congelamentos nos salários e pensões públicos, aumentos de impostos e a previsão de dois anos de recessão profunda.

 

Não se pode manter uma união monetária com figuras do calibre do sr. Sócrates.

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Quarta-feira, 04.05.11

A GERAÇÃO SÓCRATES

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

A geração Sócrates tomou, literalmente, conta dos partidos portugueses. Trata-se de uma geração que aprendeu a usar os princípios e os valores apenas como arma de arremesso para agredir os adversários, sem nunca os aplicar às suas condutas, que se regem apenas pelos seus mais mesquinhas interesses particulares. Ou seja, é uma geração sem princípios que não olha a meios para atingir os seus fins.

 

Ora, como pode um partido prometer, com seriedade, a regeneração do país, quando não consegue sequer regenerar-se a si próprio? Como dizia Aristóteles, «o princípio é a metade de tudo». E se os partidos políticos querem, na verdade, ser o motor da regeneração do país e da nossa jovem democracia então devem começar pelo princípio. Ou seja, por si próprios. Até porque não há outra forma de começar.

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Domingo, 01.05.11

FOI PEDIDO O RESGATE...

Medina Carreira 

 

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país.

 

Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

 

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos.

 

Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

 

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

 

Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.

 

Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais).

 

Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio.

 

Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda.

 

O resto é calculismo político e teatro, como sempre fez.

 

Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.

 

Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem).

 

A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates.

 

O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

 

Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.

 

Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma?

 

E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto oásis em Portugal?

 

Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança.

 

Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas?

 

E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

 

Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.

 

Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação).

 

E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais.

 

É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade.

 

Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas.

 

Mais nada.

 

O resto é folclore para consumo interno.

 

E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses).

 

Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda?

 

Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

 

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos.

 

E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui.

 

Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

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Domingo, 17.04.11

RÓMULO MACHADO, UMA VOZ PS NO DESERTO

 

Rómulo Machado é a melhor prova de que a verdadeira independência nada tem a ver com a militância partidária ou o apartidarismo militante.

 

E num país, onde a esmagadora maioria se acotovela para arranjar um lugar na mesa do Orçamento de Estado ou vive das migalhas que vão caindo da mesa, ainda se torna mais digno de admiração a coragem de Rómulo Machado ao dizer o óbvio na cara dos seus camaradas socialistas que, no congresso, cerravam fileiras em torno do "nosso querido líder", apavorados com a perda iminente dos tachos, das prebendas e das mercês.

 

Por outro lado, o silêncio que a comunicação social votou a única ou uma das únicas vozes nobres que se fizeram ouvir no congesso do PS atesta bem o nível de comprometimento dos grupos empresariais e redactoriais que a suportam com a actual situação de decadência financeira, social e moral do nosso país.

 

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Sábado, 16.04.11

COMO FOI POSSÍVEL?

José Manuel Fernandes - in Público de 2/4/11

 

(...) Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem- pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo”. Em 2009, os portugueses tiraram-lhe a maioria absoluta, mas não aprendeu nada nem mudou o que quer que fosse na sua forma umbiguista  e corrosiva de exercer o poder. (...)

 

O que se passou nos meses, anos, em Portugal tem sido trágico.

 

Houve mentira: mentira sobre o real estado do país; mentira sobre as nossas obrigações internacionais: mentira sobre os êxitos e fracassos; mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais. Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre.

 

Houve corrosão dos hábitos democráticos: pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente; procurou-se limitar as liberdades; desvalorizou-se a ética; promoveu-se o chico-espertismo; levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos; menosprezou-se a importância das virtudes públicas; planeou-se tomar de assalto órgãos de informação; promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos os eventuais discordantes.

 

Houve cegueira económica: gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos; cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto; procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir, apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade; fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.

 

Um dia se fará a história destes anos, e estou em crer que, quando tal for feito, os vindouros se interrogarão: mas como foi possível? Como pode Portugal cair em tais mãos e mostrar uma tal incapacidade de sacudir esse jogo asfixiante?  (...)

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Sábado, 16.04.11

O IMPORTANTE É A IMAGEM!

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Quarta-feira, 13.04.11

PEDIDO DE AJUDA ACABA DE SER FORMALIZADO

 

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Domingo, 10.04.11

SOCRATÍADAS

Luís Vesgo de Camões

 

Aos grandes e aos varões sacrificados
Que nesta ocidental praia lusitana
Em tempos quase sempre conturbados
Ajudaram a que passasse a caravana
Contra traidores, gatunos e drogados,
Livrem-nos, por favor, deste sacana.
É o que ardentemente hoje vos peço
E, se o conseguirem, muito agradeço

Nos tempos em que Guterres governava
Vivia-se até melhor que hoje em dia.
E o Sócrates Pinto de Sousa militava
lá nas fileiras da Social-Democracia.
Desse Zé Ninguém não se espr’ava
O vil trafulha em que ele se transformaria.
E venho eu, Camões, da língua o Pai
Explicar-vos com “isto” por cá vai…

Estavas, jovem Zé, muito contente,
Com o teu Diploma já adquirido
Nessa tal Universidade Independente,
Com fraudes e artimanhas conseguido,
Assinando projectitos de outra gente
Pois que, para nada mais foste intruído.
Mas sendo um refinado vigarista,
Logo te inscreves no Partido Socialista.

Com muita lábia, peneiras, arrogância,
Depressa ousou chegar a Deputado,
E mesmo apesar de tanta ignorância
P’ra Secretário de Estado foi chamado.
E nas burlas, trafulhices e jactância,
Em que esteve nesses tempos embrulhado,
Terá sido nesse ambiente assaz sinistro
Que obteve competências p’ra Ministro.

E TU, sábio Cavaco, agora me ensina
Como posso tirar este gajo do poleiro
Pois não passa de uma ave de rapina
Mas já é segunda vez nosso Primeiro.
Mandai-o p’ra bem longe, África ou China
Já que o não podes mandar p'ró Limoeiro.
É que eu estive lá, e aquilo que acho
É que ele só sairá com um Grande Tacho!

Que seja pelos pecados deste Povo,
Teimoso no seu votar sempre às cegas,
P'ra depois implorar p'ra ter de novo
Alguém que seja outro João das Regras
Que o leve sem receios a votar
Num émulo do Oliveira Salazar!

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Terça-feira, 29.03.11

A INTERRUPÇÃO DA DEMOCRACIA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Há dois anos não houve comentador, jornalista ou político, no activo e na reforma, que não se tivesse indignado com a sugestão irónica de Manuela Ferreira Leite de que, para se tomar as medidas necessárias para salvar o país, seria necessário interromper a democracia por seis meses.

 

Ora, não deixa de ser irónico assistir agora aos mesmos comentadores, jornalistas e políticos a defenderem, em uníssono, a interrupção da democracia por tempo indeterminado. Porque é precisamente disso que se trata ao defenderem um governo constituído por PS, PSD e CDS. Uma tal maioria é tão esmagadora que asfixia completamente qualquer veleidade da sociedade poder respirar.

 

E não nos venham com as teorias de "cavalo cansado" de que não se trata de uma interrupção de democracia, tendo em conta que, no governo, estão representadas todas as sensibilidades ideológicas, quando todos sabemos, por experiência própria, que, no poder, todas as ideologias se esbatem e o único que verdadeiramente conta é a contabilidade dos tachos.

 

Além disso, espanta-me a fraca memória dos nossos sábios comentadores quando defendem esta coligação com o argumento de que só ela será capaz de promover as tais reformas estruturais indispensáveis, quando ainda estamos todos a sofrer na pele a salvífica reforma estrutural da justiça, promovida pelo Presidente da República, assinada como pompa e circunstância pelo PS e PSD e aprovada por todos os partidos na Assembleia da República, que escancarou as portas das prisões aos criminosos e fomentou e promoveu todo o tipo de criminalidade.

 

E já agora uma pergunta: se o objectivo é constituir um governo tão abrangente, por que razão vai haver eleições? PS, PSD e CDS não têm já no Parlamento número de deputados suficientes?

 

Só um povo estruturalmente burocrático é capaz de se empenhar convictamente numas eleições absolutamente inúteis, a não ser para quem aspira a rapar o tacho, para tudo ficar rigorosamente na mesma, inclusive o PEC 4. A não ser que já esteja na altura do PEC 5, obviamente.

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Sexta-feira, 18.03.11

EU SOU O PM

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