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COLUNA VERTICAL


Domingo, 03.07.11

A IDEIA DO MUNDO NOVO

Extracto do livro "CAUSAS DA DECADÊNCIA DOS POVOS PENINSULARES"

de Antero de Quental

  

Meus senhores: há 1800 anos apresentava o mundo romano um singular espectáculo. Uma sociedade gasta, que se aluía, mas que, no seu aluir-se, se debatia, lutava, perseguia, para conservar os seus privilégios, os seus preconceitos, os seus vícios, a sua podridão: ao lado dela, no meio dela, uma sociedade nova, embrionária, só rica de ideias, aspirações e justos sentimentos, sofrendo, padecendo, mas crescendo por entre os padecimentos.

 

A ideia desse mundo novo impõe-se gradualmente ao mundo velho, converte-o, transforma-o: chega um dia em que o elimina, e a humanidade conta mais uma grande civilização.

 

Chamou-se a isto o Cristianismo.

 

Pois bem, meus senhores: o Cristianismo foi a Revolução do mundo antigo: a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno.

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Quinta-feira, 12.05.11

OS VÍCIOS DO CENTRALISMO

Extracto do livro "O ESTADO EM QUE ESTAMOS" de Luís Marques Mendes 

  

O que tudo isto faz ressaltar é o tradicional atavismo português. A vontade que Lisboa sempre tem de concentrar dentro de si tudo quanto de relevante se passa em Portugal. O ciúme que a capital evidencia em relação a tudo quanto de bom e de positivo vão ocorrendo noutras regiões de Portugal. A ideia que alguns acalentam de que Lisboa é o farol de tudo e de todos e que o resto do país não passa de mera paisagem.

 

É esta mentalidade mesquinha e esta ortodoxia de domínio que não levam a lado algum e muito menos contribuem para o harmonioso desenvolvimento de Portugal. Eu sei, todos nós sabemos, que esta cultura centralista e centralizadora tem séculos de existência. Está enraizada até às entranhas nos vícios matriciais de várias elites dirigentes do estado e até nas orientações de muitas empresas privadas.

 

Só que esta é a realidade que, ao longo dos anos, tem dado resultados negativos. É deste modo que o país se vai tornando paulatinamente menos coeso e mais desigual, mais atrofiado e menos harmonioso.

 

A excessiva concentração de iniciativas, serviços e empresas em Lisboa tem um efeito duplamente negativo: contribui para a progressiva desertificação e perda de influência do resto do país e faz com que Lisboa “rebente pelas costuras”, deixando os que aí residem – cada vez em maior número – sem condições para uma vida de qualidade.

 

É tempo de romper com a cultura centralista que nos invade. Ela gera crescimento desordenado mas não fomenta desenvolvimento sustentado. Alguns, muito à portuguesa, dirão que é preciso fazer novas leis. Eu diria que o problema não passa tanto por mudança de leis. O decisivo mesmo é mudar as mentalidades. E este é um desafio de todos. Um desafio de cidadania.

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Sábado, 16.04.11

A ESTATÍSTICA E A VERDADE

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

A estatística não se pode transformar num critério moral.

 

Já é suficientemente grave que as sondagens de opinião pública se tornem um critério das decisões políticas e se comece a ver onde se ganha mais adeptos, em vez de se perguntar o que está certo.

 

O mesmo acontece com os resultados de inquéritos que estudam o que se faz e como se vive, em vez de se terem com base o critério do verdadeiro e do certo.



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Sábado, 02.04.11

A DITADURA DO RELATIVISMO

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades. (...)



Está-se a difundir uma nova intolerância, isso é óbvio. Existem regras ensaiadas de pensamento que são impostas a todos e que são depois anunciadas como uma espécie de tolerância negativa. (...) Que em nome da tolerância seja abolida a própria tolerância é uma verdadeira ameaça perante a qual nos encontramos. (...)

 

Como dizia Santo Agostinho, a História mundial é uma luta entre dois tipos de amor: o amor por si próprio - até à destruição do mundo - e o amor pelo Outro - até à renúncia de si próprio. Esta luta, que sempre pudemos presenciar, também está a acontecer agora.

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Sábado, 12.03.11

A CATÁSTROFE GLOBAL

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

Conhecimento é poder. Ou seja, quando eu conheço, também posso dispor. O conhecimento trouxe poder, mas de uma forma que faz com que nós, com o nosso próprio poder, também consigamos destruir precisamente o mundo que julgamos ter compreendido.

 

Torna-se assim claro que, na combinação habitual do conceito de progresso feito de conhecimento e poder, falta um ponto de vista essencial, que é o do aspecto do bem. A questão é: o que é bom? Para onde o conhecimento deve orientar o poder? Trata-se apenas de poder, precisamente, dispor de uma vez por todas - ou também se deverá colocar a questão da dimensão interior, a questão do que é bom para os homens, para o Mundo? E isso, penso eu, ainda não aconteceu suficientemente.

 

No fundo, é por isso que o aspecto ético, ao qual respeita responsabilidade perante o Criador, não tem lugar. Quando apenas se estimula o poder individual, derivado do conhecimento individual, esse tipo de progresso torna-se abertamente destrutivo.

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Quarta-feira, 02.03.11

O CLUBE DO EURO

Extracto do livro "O NÓ CEGO DA ECONOMIA" de Vítor Bento 

 

Pode dizer-se que no clube do euro nem todos são iguais e uns mandam mais do que outros.

Mas a realidade da vida mostra que, em qualquer clube, quem dita as regras é quem paga as contas.

E esse estatuto ganha-se trabalhando e poupando.

É isso que dá poder e é isso que os alemães fazem.



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Sexta-feira, 14.01.11

O PSD E A CLARIFICAÇÃO IDEOLÓGICA

Extracto do livro “UMA TRAGÉDIA PORTUGUESA” de António Nogueira Leite*

Economista, secretário de Estado do Tesouro e Finanças (1999-2000) e vice-presidente do PSD  

  

Admito que haja muita gente social-democrata no PSD, um subconjunto muito relevante, quiçá maioritário, dos que pensam que são, mas tal é um obstáculo à clarificação ideológica e programática. 

 

No meu partido, o PSD, as pessoas ainda têm muito a preocupação de dizerem que são social-democratas, o que, do ponto de vista da identificação ideológica, levanta desde logo um problema. 

 

É que, no sentido que a designação tem correntemente no resto da Europa, social-democrata é o PS ou, pelo menos, parte dele.

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Segunda-feira, 01.11.10

EXISTIR COMO PESSOA

Extracto do livro “CHOQUE DE ORTODOXIAS” de Robert P. George

 

Na linguagem quotidiana, ‘pessoa’ conota aquilo a que os lógicos chamam “particular de base de uma substância [‘a substance sortal’]”, ou seja, uma propriedade essencial que implica que aquele que a tenha a tenha necessariamente e nunca exista sem ela.

 

Os seres humanos surgem e, ao mesmo tempo, tornam-se pessoas; não se tornam pessoas em determinado momento depois de surgirem (nem cessam de ser pessoas sem cessarem de existir).

 

A pessoa com quarenta anos que é hoje John J. DiIulio, é o mesmo ser (ou, em termos filosóficos, a ‘substância’) que, em fases anteriores da sua vida, foi professor em Princeton aos trinta e dois anos, estudante universitário em Harvard aos vinte e dois anos, adolescente de doze anos, menino de seis anos, criança de um ano de idade, feto de cinco meses, embrião de quatro semanas e ser humano recém-concebido.

 

O Professor DiIulio progrediu, desde a sua concepção, passando pelas fases embrionária, fetal, infantil e da adolescência da sua vida, até à fase de adultez, como organismo distinto, unificado e auto-regulado, sem sofrer uma mudança substancial, ou seja, sem ser uma espécie de ser ou substância (que possui uma espécie de natureza) para passar a ser outra de outro tipo.

 

Claro que houve um tempo que não existia. Nunca ele foi uma célula de espermatozóide ou um óvulo, muito menos um piscar de olhos no rosto de seu pai. Mas, quando passou a existir, passou a existir como pessoa.

 

Do mesmo modo que foi adolescente e, antes disso, criança, foi também, do mesmíssimo modo, feto e, antes disso, embrião.  

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Quinta-feira, 02.09.10

O DIREITO NATURAL

Extracto do livro “CHOQUE DE ORTODOXIAS” de Robert P. George

 

Conforme observou Leo Strauss, «o conhecimento da indeterminavelmente larga variedade de noções de certo e de errado está tão longe de ser incompatível com a ideia do que é naturalmente justo [‘natural right’] que constitui condição essencial para a emergência dessa mesma ideia: cair na conta da variedade de noções de justo [‘right’] constitui o maior de todos os incentivos para a demanda do que é naturalmente justo [‘right’].» (…)

 

A filosofia jusnaturalista, quer tenha sido incrementada pelos pagãos, pelos cristãos ou pelos judeus, procura validar princípios que são acessíveis a (e que, por isso, vinculam) todas as pessoas razoáveis. (…)

 

O reverendo Luther King lembrava aos pastores seus correligionários que, na tradição em que, de uma maneira ou de outra, todos eles comungavam enquanto protestantes, católicos e judeus «existem dois tipos de leis: as justas e as injustas. Seria eu o primeiro a defender a obediência às leis justas. Além de uma responsabilidade jurídica, temos também uma responsabilidade moral em obedecer às leis justas. Em contrapartida, temos uma responsabilidade moral em desobedecer às leis injustas. Concordaria com Santo Agostinho que “uma lei injusta não é lei nenhuma”.» (…)

 

Ao contrário da vitimação, a filosofia jusnaturalista implica direitos e responsabilidades. É imparcial, na sua condenação do preconceito, da irracionalidade e da injustiça, seja de Direita ou de Esquerda. Os seus princípios são universais. Um direito é um direito, quer o seu titular seja branco, preto ou amarelo; um mal é um mal, quer quem o perpetra seja homem ou mulher, rico, pobre ou da classe média.

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Sábado, 21.08.10

HIPERCAPITALISMO E HIPERINDIVIDUALISMO

Excerto do livro «A CULTURA MUNDO – RESPOSTA A UMA SOCIEDADE DESORIENTADA» de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy

 

Tal como existe uma desregulação económica que deixa o mercado livre para desempenhar o seu papel com muito menos restrições, também desapareceu, em grande medida, aquilo que funcionava tradicionalmente como um travão à individualização. Os valores hedonistas, a oferta cada vez maior de consumo e de comunicação e a contracultura concorreram para a desagregação dos enquadramentos colectivos (família, Igreja, partidos políticos e moralismo) e, ao mesmo tempo, para a multiplicação dos modelos de existência. Daí o neo-individualismo de tipo opcional, desregulado e não compartimentado. “A vida à escolha” tornou-se emblemática deste homo individualis desenquadrado, liberto das imposições colectivas e comunitárias. Em termos históricos é uma segunda revolução individualista que está em curso, instituindo desta vez um individualismo acabado e extremo: um hiperindividualismo.   

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Sexta-feira, 06.08.10

COMPORTAMENTOS RACISTAS

Extracto do livro “MUNDO SEM REGRAS” de Amin Maalouf

 

Para mim, respeitar uma cultura é encorajar o ensino da língua que a sustém, é favorecer o conhecimento da sua literatura, das suas expressões teatrais, cinematográficas, musicais, pictóricas, artesanais, culinárias, etc.

 

Inversamente, mostrar-se complacente em relação à tirania, à opressão, à intolerância ou ao sistema de castas, em relação aos casamentos forçados, à excisão, aos crimes de “honra” ou à submissão das mulheres, em relação à incompetência, à incúria, ao nepotismo, à corrupção generalizada, em relação à xenofobia ou ao racismo sob pretexto que provêm de uma cultura diferente, no meu entender não é respeito, mas desprezo disfarçado, é um comportamento de apartheid – ainda que com as melhores intenções do mundo.

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Segunda-feira, 30.11.09

DR JOÃO PIMENTA - UM MODO DE ESTAR NA VIDA

Apresentação do livro

«DR JOÃO PIMENTA - UM MODO DE ESTAR NA VIDA»
Palácio de D. Manuel, em Évora, no dia 28 de Novembro de 2009

 

 

Quando fui confrontado com o projecto de Maria Bárbara de escrever um livro sobre a vida do Dr. João Pimenta, ocorreu-me logo aquela passagem de Os Lusíadas em que Alexandre lamenta não ter um Homero para lhe cantar os feitos:
Não tinha em tanto os feitos gloriosos
    De Aquiles, Alexandre, na peleja,
    Quanto de quem o canta os numerosos
    Versos: isso só louva, isso deseja
                                        
Como diziam os romanos, «quod non est in actiis, non est in mundo» (O que não está nos autos não existe). E com a vida das pessoas acontece o mesmo: só existe o que fica escrito.
 
Daí a importância deste livro, na medida em que a vida do Dr João Pimenta, pela sua verticalidade e honradez, pela sua dedicação aos outros e à causa pública, é uma daquelas vidas que merece ficar registada para servir de exemplo para todos nós, para mais num tempo tão carente de bons exemplos.
 
No entanto, quando recebi o manuscrito de Bárbara, para ser sincero, não me lembrei d’Os Lusíadas por causa do Alexandre e de Homero, mas por causa de Inês de Castro.
 
Esta obra é um verdadeiro hino ao amor e eu tive a sorte de a ler em estado puro, onde isso, então, era manifesto. A Maria Bárbara, recordo, não é uma escritora, nem tem essa vocação. O que a impeliu a escrever e lhe guiou a mão foi apenas o coração. E isto é verdadeiramente sublime.
 
Depois de falar de Inês, cabe-me agora falar do D. Pedro, ou melhor, do Dr João Pimenta.
 
A minha ligação ao Dr João Pimenta é muito anterior a tê-lo conhecido e a razão é muito fácil de entender. Faz, na próxima 3ºFeira, 42 anos que morreu o meu pai. Eu tinha, na altura, 9 anos de idade. E quando se perde o pai muito cedo, anda-se a vida a toda a procurar conhecê-lo.
 
E como diz o povo, «diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és», ou seja, se queres conhecer o teu pai, nada melhor do que conhecer o seu melhor amigo. Por isso, aquele homem que aparecia, ao lado do meu pai, na fotografia do casamento, que foi seu padrinho de casamento, seu amigo de infância e de universidade, passou a ter para mim uma importância capital.
 
E os meus avós tinham pelo Dr. João Pimenta uma devoção muito especial, fundada, designadamente, na sua estatura moral, na sua dedicação aos outros e na coragem demonstrada na guerra do Ultramar que a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma bem ilustra.
 
O Dr João Pimenta foi-me, aliás, apresentado pelos meus avós como um verdadeiro herói e um exemplo a seguir. O título do livro que escreveu sobre o Esquadrão de Cavalaria 149 resume bem a sua filosofia de vida: «MAIS FAZ QUEM QUER DO QUE QUEM PODE». Sendo certo que o Dr. João Pimenta teve e tem essa extraordinária faculdade de Querer e de Poder.
 
O meu filho, nascido a 7 de Novembro de 1981, pode-se gabar de ter nascido em boas mãos. Poucos são aqueles, aliás, que têm a sorte de mal abrirem olhos darem logo de caras com um indivíduo que lhes pode servir de exemplo para a vida.
 

Como todos devíamos saber, o exemplo é a única forma de ensinar. E este livro, escrito com muita paixão, é a história exemplar de uma vida que devia servir de exemplo para todos nós.

 

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