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COLUNA VERTICAL


Quinta-feira, 04.11.10

LEMBRAR MANUELA FERREIRA LEITE

Henrique Raposo - in Expresso, 21/09/2010 

Manuela Ferreira Leite tinha razão: o endividamento era o nosso maior problema. A ex-presidente do PSD apontou para a realidade. E, na resposta, o que fez o país? Disse, com desprezo, "por amor de deus!", como José Sócrates. 

I. É bom ter memória. Há um ano, Ferreira Leite e José Sócrates enfrentaram-se num debate televisivo, o mais importante das eleições legislativas. Na altura, eu disse que Ferreira Leite saiu vencedora desse embate. "Ah, estás louco?", foi a reacção de boa parte das pessoas. "Então não vês que ele é melhor na TV?!". Pois, de facto, Sócrates é mais fotogénico do que Ferreira Leite. Mas há um problema grandote nessa abordagem: a Política não é a Chuva de Estrelas. Para mal dos pecados de propagandistas como Sócrates, a política tem de lidar com a realidade a não com a realidade virtual do power point. Enquanto Ferreira Leite falou da realidade, José Sócrates criou a sua realidade paralela, onde o TGV era imprescindível e onde o endividamento não era um problema. Lembram-se do que dizia José Sócrates quando Ferreira Leite levantava o problema do endividamento? Eu ajudo: o primeiro-ministro punha um ar de desprezo e dizia "por amor de deus", ou "basta de bota-abaixismo". Na altura, escrevi isto:

«Vasco Pulido Valente afirmou que este foi um embate "entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria". Eu diria que foi um embate entre um político que nunca sai do power point virtual (Sócrates) e um político que nunca sai da realidade (Ferreira Leite). Sócrates desprezou, por completo, o problema do endividamento. Como é que o PM pode desprezar o facto mais marcante da economia portuguesa?»

Um ano depois, não mudo uma linha. Mais: desde Novembro (dois meses depois das eleições), o país vive ensombrado pela dívida e pela incapacidade do PS em lidar com esse problema.

 

II. Ferreira Leite tinha razão, mas o país não quis saber. Preferiu ir na cantiga do propagandista. Sim, Ferreira Leite nunca percebeu que, em democracia, não basta ter razão. É preciso criar um discurso que entra no ouvido das pessoas. Sem dúvida, que Ferreira Leite falhou nisto. Mas também não se pode esquecer a forma como a elite (jornalistas e comentadores) trataram Ferreira Leite. A "velhota" era sempre gozada. Eu até percebo que o "povo" vá na cantiga irrealista de José Sócrates. Mas já não percebo a forma como a elite se comportou. Não percebo. Este elite (jornalistas e comentadores) deve vigiar o poder, deve comparar o discurso com a realidade. Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-presidente do PSD continua a ser "gozada" pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política?

 

III. Setembro de 2010 está a meter todo o peso da realidade nos argumentos de Ferreira Leite. Aqueles que, em Setembro de 2009, apenas gozavam com Ferreira Leite deviam pensar naquilo que andam a fazer. Política não é a Chuva de Estrelas.

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Domingo, 15.08.10

TODOS POBRES, TODOS IGUAIS

Manuela Ferreira Leite in Expresso de 12/6/2010

 

Perante o grave problema que enfrentamos, o Governo começou por ignorar, negar, fingir que não existia e assim o problema foi crescendo sem limitações.

 

Posteriormente, começou a tomar medidas impostas pela emergência, desgarradas e que não correspondem a reformas de fundo.

Não se avaliam as suas consequências, pelo que a probabilidade de não acertar é muito elevada.

 

As chamadas medidas de austeridade que têm sido tomadas e algumas das anunciadas atingem claramente a classe média.

 

Ora, não há crescimento económico sem uma classe média viva, impulsionadora de milhares de pequenas e médias empresas.

 

Assim, todas as soluções que atinjam desordenadamente as expectativas da classe média e minem a sua confiança têm necessariamente um efeito recessivo.

 

Só mesmo por imprudência, por exemplo, se pode ter “mexido” no IRS.

 

Só por demagogia se avançam propostas dissuasoras da poupança que acautelem a velhice.

 

Baixar o rendimento disponível diminui também as hipóteses de investimento.

 

Este atordoamento não conduz ao progresso do país.

 

Mais parece uma subjugação calculista ao politicamente correcto.

 

Não se está a tentar que a classe média puxe a economia para melhorar a situação dos pobres, mas a tomar medidas recessivas que levarão a que todos fiquem igualmente pobres.

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Quarta-feira, 16.09.09

MANUELA FERREIRA LEITE

Hoje, Manuela Ferreira Leite, fez campanha pelo Distrito de Santarém. Como não podia deixar de ser, Santana Maia e Manuela Ruivo associaram-se às inciativas da líder do PSD e candidata a Primeiro Ministro.

A caminho da vitória, e sem medo de um PS sem rumo, sem saber para onde se virar, e que, por isso mesmo, centra toda a sua campanha num ataque ao PSD sem sentido. Ideias, essas ficam para quem as tem, de verdade, e sem mentira.

O PSD agradece um esclarecimento tão claro, quanto às motivações do PS.

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Sexta-feira, 27.03.09

A DAMA DE FERRO

João César das Neves – in Destak de 26/3/09

 

Olhando para a evolução económica dos últimos anos, vemos um facto central para a escolha nas próximas eleições que tem passado despercebido. A principal fragilidade de Portugal no actual contexto de crise mundial vem do enorme endividamento. O total da nossa dívida ao estrangeiro (posição de investimento internacional) é de 100% do produto nacional, tendo explodido dos 8% que tinha em 1996. O acréscimo este ano (balança corrente e de capitais) será de 7,9% segundo a previsão do Banco de Portugal.
 
O caminho que nos trouxe aqui é curioso. A balança estava equilibrada quando Guterres tomou o poder em 1995 (défice de 0,7% do PIB). A enorme degradação que se seguiu atingiu 9% do PIB em 2000, um desequilíbrio pior que o causado pelo 25 de Abril. Esse fiasco fez cair o Governo. O novo executivo, com Manuela Ferreira Leite nas Finanças, entrou em Abril de 2002, recebendo o défice de 2001 de 8,6%.
 
A política da «dama de ferro», como foi chamada, conseguiu reduzir para metade esse buraco (4,2%) em 2003. Mas a linha não teve continuidade. O Governo saiu em Julho de 2004 e no fim do ano o défice externo já subira para 6,1%. Desde que Sócrates está no poder tem flutuado entre os 8% e os 10%.
 
A única pessoa que nos últimos 15 anos enfrentou este grave problema foi Manuela Ferreira Leite. Ela é o rosto da austeridade, dureza, solidez. Assim nas próximas eleições, para lá da escolha entre partidos, há uma questão psicológica nacional interessante. Será curioso ver a escolha que os portugueses farão, porque indica o caminho que querem seguir na crise.

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Domingo, 15.03.09

O PASTOR E O LOBO

 por Santana Maia

 
José Sócrates só foi eleito, recorde-se, primeiro-ministro porque o povo português, cansado do discurso da tanga de Durão Barroso e do combate ao défice de Manuela Ferreira Leite, acreditou no regresso ao paraíso de Guterres pela mão do seu delfim que lhes garantia 150.000 empregos, sem subida de impostos e sem pagamento de taxas moderadoras ou de portagens nas Scuts.
 
A forma como José Sócrates traiu o povo que o elegeu, esquecendo todas as promessas que lhe fizera, colheu, no entanto, o aplauso unânime de toda a comunicação social que via, em cada cambalhota do primeiro-ministro, um pragmatismo cheio de espírito de missão e de amor à pátria.
 
O país precisava urgentemente de reformas e José Sócrates ia, finalmente, levá-las a cabo. Doesse a quem doesse. E até as suas mentiras, a sua manifesta falta de carácter e o seu autoritarismo doentio eram olhados pelo rebanho como qualidades necessárias ao bom desempenho do pastor. O rebanho sempre acreditou em homens providenciais.
 
E a fé era tanta que acabou por confundir o lobo com o pastor. Agora, restam-nos apenas, como recordação destes três anos de governação, os nossos ossos porque a carne já os lobos a comeram.

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Domingo, 08.03.09

MANUELA FERREIRA LEITE

 

«As empresas estão com problemas de tesouraria, precisam de sobreviver e isso não se resolve oferecendo mais crédito para se endividarem»

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Domingo, 22.02.09

AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

 

«Deve assegurar-se que uma percentagem relevante das compras públicas realizadas pela administração central, autarquias e empresas públicas sejam dirigidas às pequenas e médias empresas (PME). É assim uma especie de quota obrigatória em relação às compras públicas», declarou Manuela Ferreira Leite.
 
A presidente do PSD falava num hotel de Setúbal, onde apresentou um programa intitulado “As PME no centro da política económica”.
 
«Como acontece noutros países europeus e também nos Estados Unidos, por via legal e regulamentar deve ser exigida a participação de PME na contratação pública em geral e também nos contratos que suportam as parcerias público-privadas», acrescentou.
 
De acordo com a proposta de Manuela Ferreira Leite, «as propostas submetidas a concurso passarão a ter de incluir as PME nos consórcios concorrentes e os compromissos por estes assumidos terão também de corresponder a adjudicações de fornecimentos a PME» e «isto tem de ser obrigatório numa percentagem global».
 
Os vice-presidentes do PSD Rui Rio, José Pedro Aguiar Branco e Paulo Mota Pinto estiveram presentes na sessão de apresentação do programa.
 
De acordo com o gabinete de imprensa do PSD, o distrito de Setúbal foi escolhido para a apresentação das vinte propostas centradas nas PME «devido às suas carências sociais e à sua elevada taxa de desemprego».
 
«De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 99,6 por cento do tecido empresarial português é composto por PME. As PME empregam mais de dois milhões de pessoas», referiu Manuela Ferreira Leite.
 
A presidente do PSD considerou que, tendo em conta estes dados, é «um erro de enormes proporções não colocar as PME no centro da política económica» e «acreditar que serão essencialmente as grandes empresas e os grandes projectos de investimento público que permitirão combater o desemprego».
Sol/Lusa

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Sábado, 21.02.09

O FEIRANTE

 

«Quando Manuela Ferreira Leite assumiu a presidência do PSD afirmou alto e bom som que não havia dinheiro para nada e que a situação era de crise e de emergência social. Poucos meses mais tarde, os factos vieram dar-lhe carradas de razão e pôr à mostra o enorme falhanço escandaloso das políticas do Governo, quer a batota sistemática por ele praticada. (...)
 
Fica bem à vista até que ponto Sócrates sabe pouco, é muito incompetente, não tem uma visão clara dos problemas, baralha tudo e cede a uma propensão fatal para vendedor de feira.» 
Vasco Graça Moura, in Diário de Notícias de 18/2/2009

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