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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

  O início do julgamento de quatro líderes dos Khmers Vermelhos no Cambodja gerou várias notícias. Quem as lê fica com a convicção de que aquele país foi governado durante um breve período por um grupo de gente que além de gostar do vermelho é agora acusada da morte de dois milhões de pessoas. O que unia esse grupo designado como Khmers Vermelhos? As notícias são quase sempre omissas sobre a pertença ideológica destes homens e da fundamentação política para o (...)
  A maioria dos portugueses espera que Passos Coelho cumpra o acordo com a troika (os dois partidos anti-troika só receberam 13 por cento dos votos) e consiga que Portugal volte a ter condições para crescer.   Eu espero mais: espero que o faça cumprindo aquilo que o ouvi prometer num dos últimos comícios da campanha, em Aveiro - "Libertar a sociedade do Estado, libertar o estado dos aparelhos partidários." Tal programa é muito mais ambicioso e muito mais fecundo, pois (...)
  Alguém me pode explicar por que razão a corrupção não é um problema a levar à campanha e que parece não interessar nenhum dos grandes partidos? Na verdade, vindos de anos e anos de "casos" de corrupção que envolvem políticos, a começar pelo BCP e a acabar nas sucatas do senhor Godinho, numa altura em que existe a convicção popular generalizada de que existe muita corrupção no sistema político e análises técnicas, académicas e policiais apontam no mesmo sentido, a (...)
11 Mai, 2011

OS PRÍNCIPES

  A conquista ou manutenção do poder, sem ponderação do interesse geral sobre o corporativo ou qualquer referência à virtude (no sentido clássico ou aristotélico), é a escola do actual espectro partidário. A política é isso. Dizem que é a conquista e a manutenção do poder. E, nesse esforço, todos estão a fazê-lo bem ou mesmo muito bem.   Fazem-no, é certo, à custa de Portugal, mas isso não interessa. Ninguém parece reparar. Na política, o que importa são as (...)
16 Abr, 2011

COMO FOI POSSÍVEL?

José Manuel Fernandes - in Público de 2/4/11   (...) Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem- pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das (...)
Elsa Cardoso    Vasco Pulido Valente escreveu um artigo no Público de 18/3/11 sobre José Sócrates mas que, em boa verdade e infelizmente, se aplica à esmagadora maioria dos dirigentes partidários que proliferam por esse país fora e que também se julgam donos das concelhias, transformando-as numa terra de ninguém, onde apenas cabem e têm direitos aqueles que (...)
  Joaquim Vieira estranhou (...) que "a geração que nos anos 70 defendeu o totalitarismo, o estalinismo, o maoísmo e os khmers vermelhos (e na qual me incluo) critique o inconformismo e a irreverência da geração jovem. (...) A geração instalada devia fazer a sua autocrítica antes de atacar a geração à rasca".   Eu, que faço parte da mesma geração, subscrevo a estranheza (só não estranho, infelizmente, a forma desonesta como alguns comentares televisivos trataram de (...)
Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança    As próximas eleições presidenciais são, na verdade, o espelho do labirinto sem saída onde o actual sistema político nos conduziu. Porque se Cavaco Silva é o candidato do sistema, como resulta claramente da promulgação da vergonhosa lei do financiamento partidário, os outros candidatos presidenciais representam, por sua vez, as maleitas do sistema.   (...)
Vasco Pulido Valente – in Público de 2/10/10   (...) E, em 2010, a questão é esta: como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam “carbonários”, vigilantes de vário género e pêlo e a “formiga branca” do Jacobinismo? Como é possível pedir a uma cultura política assente nos “direitos do homem e do cidadão” que preste homenagem oficial a uma cultura política que perseguia sem escrúpulos uma (...)