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COLUNA VERTICAL


Sábado, 16.04.11

O IMPORTANTE É A IMAGEM!

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Domingo, 03.04.11

NESTA DEMOCRACIA TENHO DE ESTAR CALADO...

Rui André um político independente feliz por dizer aquilo que pensa… 

 

Nesta Democracia posso falar mas tenho de estar calado ...

 

Nem sempre estou bem disposto e motivado para escrever e reflectir sobre a vida política. Mas hoje estou perplexo e bastante ansioso depois de ter lido o texto do Dr. Santana Maia "A minha intervenção no Plenário do PSD".

 

Como cidadão livre de qualquer intenção de progredir na política, penso que tenho o dever de mostrar as minhas sensibilidades e aquilo em que eu realmente acredito. Talvez não tenha nascido para a política, mas tenho a certeza de que nasci para viver num mundo melhor e mais justo.

 

Neste momento, estou cansado de ouvir pensamentos desonestos, humilhantes e irritantes que denotam falta de inteligência e falta de visão estratégica para o concelho de Abrantes. Ninguém é dono da verdade nem mesmo à minha pessoa.

 

Nasci num berço de dificuldades e pertenço à uma casta especial: a casta do povo, simples, trabalhador e honesto. Este estatuto permite-me opinar sem complexo e sem medo de represálias.

 

Gostei muito da forma como o Dr. Santana Maia abordou o problema do PSD de Abrantes. Tenho lido as suas intervenções e as suas opiniões sobre a política em Portugal e concordo em grande parte com ele. Como ele refere num dos seus textos: Na vida há dois tipos de pessoas: as que nascem para comer os frutos e as que nascem para plantar as árvores.

 

Também eu nasci para plantar as árvores e tenho trabalhado nestes últimos anos em prol do desenvolvimento da freguesia de Rio de Moinhos, na política como Presidente da Assembleia de Freguesia e como Presidente da Junta de Freguesia e a nível associativo, como fundador da APEOCA (Associação de Pais e Encarregado de Educação dos Estabelecimentos de Ensino do Oeste do Concelho de Abrantes); como fundador da Associação Juvenil Remoinhos d´Água; como Presidente da Assembleia Geral da Filarmónica Riomoinhense; como fundador e Presidente da Comissão Social de Freguesia de Rio de Moinhos; actualmente pertenço a Direcção da Conferência S. Vicente de Paul da Freguesia de Rio de Moinhos; Faço parte da Comissão alargada da CPCJ entre outras...

 

Durante o meu mandato na Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, recebi vários convites para os quatro maiores partidos políticos do concelho de Abrantes, sempre recusei e sei que se tivesse aceite, não estaria hoje a escrever este artigo desadequado para os formalismos políticos habituais e gastos de tanta hipocrisia. Gosto sempre de dizer aquilo que penso e com total liberdade.

 

A freguesia de Rio de Moinhos sempre foi tencialmente de esquerda mas, nestes últimos 12 anos, o PSD ganhou com 3 maiorias absolutas (2001, 2005 e 2009) não por mérito do PSD local mas, sim, por mérito dos representantes das listas que nela trabalharam e trabalham, ou seja, sem interesses pessoais mas com muito trabalho, dedicação e Amor pela Freguesia de Rio de Moinhos.

 

Os membros das três listas vencedoras sempre tiveram total liberdade para votar de livre consciência nas Assembleias de Freguesia. Sei de alguns companheiros que votam, a nível nacional, no Partido Socialista e continuam nas listas do PSD como amigos de luta pelo desenvolvimento da freguesia de Rio de Moinhos. Por isso, a minha admiração e simpatia por eles.

 

Tenho as minhas próprias opiniões e quero partilhar, melhorar, corrigir com outros pensadores honestos que não se importam se a minha cor preferida é o laranja, rosa, azul ou o vermelho. A gente humilde e séria compreende estas minhas palavras e concorda comigo: a política precisa urgentemente de uma reforma, de uma grande reforma de pessoas.

 

Muitos independentes, assim como simpatizantes e militantes de quase todos os partidos, estão cansados de ver os nossos políticos, os mesmos políticos de sempre, fechados no seu conservadorismo e resistentes às mudanças necessárias.

 

Fica aqui a minha opinião com o intuito de despertar a mente dos militantes e simpatizantes de Abrantes do Partido Social Democrata. Todos os militantes e simpatizantes devem reflectir e não ter medo de agir,  discutir e de enfrentar o futuro com optimismo.

 

Existem tantas pessoas capazes de fazer um bom trabalho e que poderiam ajudar a endereitar o caminho da liberdade...  

http://rmvandre.skyrock.com

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Sexta-feira, 31.12.10

CONSTRUTORAS CONTROLAM POLÍTICA

Extracto da entrevista de João César das Neves ao DN de 19/12/10

 

Em Abril ou Maio, houve um Conselho Europeu e o eng. Sócrates voltou com um puxão de orelhas da Merkel, dizendo: os alemães disseram “Portugal tem de fazer coisas!” Nos dias seguintes foram anunciadas duas medidas. Primeira, cortes no subsídio de emprego e no rendimento social de inserção. Depois, manutenção do TGV para o futuro. E eu percebi… Um Governo socialista vai cortar o subsídio de desemprego e o rendimento social de inserção mas não consegue enfrentar quem o suporta, quem lhe paga, que são as construtoras… Esse facto despertou-me a atenção para o nível a que estes grupos instalados estão, de facto, a controlar a política. (…)

 

Sou muito amigo do professor Cavaco Silva. (…) Apoiei-o nas duas candidaturas dele, na que ganhou e na que perdeu e fiz parte da comissão mas desta vez não aceitei. E não é por nenhuma contestação pessoal com ele, é, de facto, porque a assinatura dele está numa enorme quantidade das piores leis contra a família da História de Portugal.(…)

 

Na política encontrei o melhor e o pior: pessoas absolutamente espantosas e pessoas absolutamente asquerosas, e estão lá todos na política. E percebi que não tenho estômago para aquilo.

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Sexta-feira, 10.12.10

A IMPUNIDADE DAS DECISÕES POLÍTICAS

Entre nós, as decisões políticas situam-se num contexto de impunidade sem retorno. A tal ponto que o político que asneou sente-se habilitado, até encorajado, para repetir a estultícia gastadora ainda com maior convicção. 

Carlos Abreu Amorim - in Diário de Notícias de 10/11/10

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Sexta-feira, 29.01.10

PRIORIDADES

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

Terminámos a nossa última crónica falando da necessidade de definir bem as prioridades do País tendo em atenção que os recursos disponíveis (financeiros, físicos e humanos) são limitados e escassos para acorrer a tudo. E isso é ainda mais verdade em tempo de crise, o que aconselha a que essa definição de prioridades seja muito bem estudada e efectuada na base de critérios bem definidos.
 
Como primeira prioridade, coloco o apoio social os mais necessitados, nomeadamente através do subsídio de desemprego e outras prestações sociais. Relativamente ao subsídio de desemprego, para além de novas condições de atribuição, de carácter excepcional durante o período de crise, dever-se-ia avançar mais na abrangência dos ainda mais de duzentos mil desempregados que dele não auferem por razões várias.
 
Como segunda prioridade, os chamados investimentos de proximidade, alguns dos quais já estão em curso, como sejam a construção de novas escolas e a requalificação de outras, e o mesmo relativamente a unidades de saúde, com ou sem parcerias público/privadas. Também neste campo de investimentos de proximidade se deveria apostar bastante mais, dadas as carências existentes, em estruturas de apoio à terceira idade. Efectivamente são estes os investimentos que geram emprego nacional e que melhoram as condições de dois sectores fundamentais para a produtividade da economia: educação e saúde.
 
Aliás, o esforço no campo da educação, em termos de investimento, mas desta vez em investimento não físico, deveria efectuar-se numa adequação dos programas (a partir do ensino secundário inclusive) ao mundo real (laboral e empresarial), com vista a que os alunos, terminados os estudos sejam portadores de ferramentas capazes para enfrentar as realidades existentes. A par, formação para docentes, no sentido de orientar o processo de ensino aprendizagem nesse mesmo sentido: aproximação da teoria à prática. E estabelecer uma cultura de exigência quer para alunos, quer para professores. Não podemos continuar a deitar para fora do sistema de ensino obrigatório, produtos que quase nem sabem ler nem escrever e que quanto ao resto, nem é bom falar; neste caso, abaixo as estatísticas, viva a realidade.
 
Como terceira prioridade, de algum modo ligada à anterior, formação e qualificação profissionais a sério. Até agora pouco houve disso, servindo muito mais para o rendimento dos formadores, normalmente escolhidos a dedo, do que para colmatar as efectivas necessidades. A prova é que, depois de milhões e milhões utilizados neste item, continuamos a perceber que uma das nossas fraquezas é a formação e qualificação profissional.
 
Como também o espaço é um recurso escasso, continuaremos para a próxima.

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Quinta-feira, 14.01.10

A FINALIDADE DA POLÍTICA

Ernâni Lopes (coordenador) - in A Economia no Futuro de Portugal, pág. 211

 

«A finalidade da política não é a conquista do poder, um objectivo que depende mais da capacidade para iludir a opinião pública, para intimidar os concorrentes e para construir redes de influência do que da qualidade da orientação da sociedade em termos dos desafios colocados pelo futuro. A finalidade da política é a continuidade das linhas estratégicas, mesmo que estas sejam realizadas por outros que as adoptam como linhas de necessidade. Uma cultura política centrada na conquista do poder privilegia o curto prazo e, por isso, prejudica as estratégias de modernização, ou nem sequer chega a equacioná-las.»

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Quinta-feira, 07.01.10

A CORRUPÇÃO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 
A corrupção é um tema a que os portugueses são pouco sensíveis, até porque a maioria dos portugueses, a fazer fé no que para aí vamos ouvindo, é da opinião que se lá estivesse fazia o mesmo. E, se todos fazem o mesmo, não adianta muito uma pessoa preocupar-se com isso.
 
Acontece que a corrupção, para além de ser o imposto mais caro que pagamos, corrompe, corrói e destrói os alicerces das instituições democráticas, levando, a prazo, à derrocada do Estado de Direito democrático. Num Estado corrupto, não há justiça, até porque quem faz as leis são precisamente aquelas pessoas cujos comportamentos as leis deviam combater. Ou seja, num Estado corrupto, os Tribunais não servem para perseguir os corruptos mas para os declararem inocentes, com base nas leis que eles próprios fizeram.
 
A criminalização do enriquecimento ilícito e a retenção das mais-valias nas operações urbanísticas são duas medidas-chave no combate à corrupção. É, por isso, perfeitamente compreensível que os governantes e deputados socialistas fujam delas como o diabo da cruz.
 
Como toda a gente já percebeu, o que verdadeiramente preocupa os socialistas não é o combate à corrupção, mas a violação do segredo de justiça. Ou seja, o que preocupa os socialistas e o que eles querem a todo o custo evitar é que se saiba e não em fazer leis e dotar a polícia de meios para apanhar e punir os corruptos. Como diz o povo, «não é vergonha roubar, vergonha é roubar e ser apanhado».
 
Mas, enquanto formos governados por esta gente (e aqui não me refiro apenas aos socialistas), muito dificilmente alguma figura da seita será apanhada e, se for apanhada, muito dificilmente será condenada e, se for condenada, muito dificilmente cumprirá a pena na prisão. Na verdade, o pior que lhe poderá acontecer é ter de desfrutar a pena na mansão adquirida com o dinheiro que obteve de forma ilícita e que nunca irá devolver às suas vítimas.

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Domingo, 22.11.09

AS LEIS

Os cidadãos não dormiriam descansados se soubessem

 como se fazem as salsichas e as leis.»

 Bismark

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Quinta-feira, 19.11.09

POLÍTICA E SERIEDADE

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 
Hoje é ponto assente, para o homem comum, que os políticos são todos uns aldrabões e que só querem tacho. Agora também é verdade que a seriedade e a honestidade não são qualidades que os eleitores valorizem num político. Antes pelo contrário.
 
Não é, pois, de admirar que indivíduos condenados, indiciados ou envolvidos em casos de corrupção, favorecimento pessoal ou abuso de poder continuem a ganhar categoricamente as eleições. Ou seja, a falta de honestidade dos políticos (de que os portugueses tanto se queixam) é fruto, afinal, de uma escolha consciente desses mesmos portugueses que consideram, no fundo, a falta de honestidade uma qualidade essencial para um político poder exercer condignamente o cargo para o qual foi eleito.
 
Daí a expressão tantas vezes ouvida, relativamente a pessoas que a opinião pública tem por sérias e honestas: «o senhor é demasiado sério para ser político».
 
Tudo isto tem uma razão de ser. Num país, onde toda a gente sobrevive à conta de cunhas, subsídios e favores, todos têm a consciência do perigo que seria serem governados por alguém que fosse sério. Lá se ia o emprego da filha, o subsídio para o pessoal e a adjudicação da obra. Todos sabem da aldrabice em que vivemos. Mas poucos conseguem imaginar-se a viver sem ser assim.
 
Para já não falar do estafado argumento da obra feita com que se quer justificar o voto num político menos escrupuloso. Como se, com tantos milhões de euros de fundos comunitários, alguém pudesse não ter feito nada. Mas até, neste campo, a questão deveria ser outra. Ou seja, se a obra se justifica, se está adequada aos seus destinatários e potenciais utilizadores e se é proporcional ao dinheiro que custou.
 
Mas qual é o eleitor que se preocupa se o dinheiro que se gastou no estádio, na rotunda ou na piscina dava para fazer três estádios, três rotundas e três piscinas? Ou com o mamarracho que lhe espetaram na rotunda à porta de casa?
 
Para o povo, o que interessa é que o estádio, a rotunda e a piscina estão feitos. Quanto ao seu preço, ninguém se preocupa com isso. E se o político e a sua rede de amigos se abarbataram com algumas centenas de milhar de euros, pouco importa… O que interessa é que a obra está feita.
 
Acontece que tudo isto é pago com dinheiro dos portugueses. O dinheiro que esta gente mete ao bolso é dinheiro nosso. O dinheiro gasto na obra inútil, desnecessária e no mamarracho é dinheiro nosso. O dinheiro desbaratado em subsídios, almoços, viagens e electrodomésticos distribuídos ao domicílio é dinheiro nosso.
 
É isto que os portugueses não conseguem entender. Porque ganham pouco ou estão desempregados ou beneficiam de algumas migalhas deste esbanjamento de dinheiros públicos, os portugueses são absolutamente indiferentes à forma como os políticos derretem o nosso dinheiro.
 
Dizia Pacheco Pereira, outro dia, ao meu lado, numa acção de campanha: «um português que nasça neste momento já deve 15 mil euros». E eu olhava para a plateia e apercebia-me do que ia na cabeça daquela gente: «Eu já estou a dever tanto e a tanta gente que mais ou menos 15 mil euros pouca diferença faz» ou «que me interessa a dívida do Estado se não sou eu que a vou pagar? Eu até só ganho o salário mínimo…»
 
Os portugueses não percebem (ou não querem perceber) que a sua miséria resulta precisamente da forma como quem nos governa desbarata os recursos que são de todos nós.
 
Se os portugueses valorizassem mais a seriedade na actividade política, hoje haveria menos obras faraónicas ou inúteis, menos cunhas e menos subsídios, mas viveríamos todos muito melhor e a diferença entre pobres e ricos não seria seguramente tão grande.

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Terça-feira, 17.11.09

A FACE (QUE ESTAVA) OCULTA

 «A única garantia dos cidadãos contra o arbítrio é a publicidade.»

(Benjamin Constant)

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Domingo, 26.07.09

A ESQUERDA DOS INTERESSES

Santana Maia - in Nova Aliança

 

É chegada a altura de enaltecer a extraordinária capacidade de previsão de José Miguel Júdice, o novo ideólogo de esquerda pós-socialista, que, há cerca de um ano, garantia, no Público, que a esquerda europeia iria governar por muitos e bons anos, uma vez que se tornara no partido natural de Governo. E por que razão isso sucedia? (Não sucedia, obviamente. Basta ter em conta que o Parlamento Europeu era dominado, na altura, pelo PPE e que os dois países líderes da Europa, Alemanha e França, eram governados pela direita. Mas faça-se de conta que sucedia.) Porque os homens de esquerda «já não se consideram socialistas, acreditam na economia de mercado, são conservadores em matéria de costumes, abominam as nacionalizações e não prometem no futuro a sociedade sem classes, cultivam os ricos, apoiam o investimento dos grupos económicos, defendem valores patrióticos, são duros em matéria de segurança, investem nas forças armadas». Resumindo: a esquerda europeia está a tornar-se o partido natural de Governo porque se apropriou do programa da direita e se desfez do seu programa socialista do qual só aproveitou a atraente capa de esquerda.
 
Em face desta apropriação (ou expropriação?) socialista, o que restava à direita? Provavelmente, fazer como José Júdice que, em 1972, como ele próprio confessava no seu artigo, defendeu «em público, à direita, a nacionalização da banca e dos seguros e a reforma agrária sem indemnizações».
 
Só que as coisas, felizmente, não são, nem eram, nem vieram a ser, como José Júdice gostaria que fossem. Mas eu compreendo muito bem a sua argumentação e o motivo por que os grandes grupos económicos e os grandes interesses financeiros estavam tão encantados com esta súbita conversão da esquerda ao capitalismo (selvagem).
 
Na direita, até à queda do muro de Berlim, coexistiram dois grandes grupos, ambos defensores da economia de mercado e unidos, estrategicamente, na luta contra a esquerda: a chamada “direita dos valores” e a “direita dos interesses”. A “direita dos valores” é constituída por todos aqueles (conservadores e liberais) que acreditam que o capitalismo é, com todas as suas imperfeições, o sistema económico e político que garante uma sociedade mais livre, mais justa e mais humana; a “direita dos interesses”, por outro lado, é constituída pelos grandes grupos económicos e financeiros, para quem os melhores sistemas económicos e políticos são, obviamente, aqueles que lhes proporcionem maiores lucros.
 
Ora, foi precisamente a “direita dos interesses” que acolheu de braços abertos a esquerda desiludida com o socialismo, porque tinha a perfeita consciência de que a melhor forma de fazer passar as medidas que defendem os seus interesses é embrulhá-las numa capa de esquerda. E se não há maior devasso do que um ex-moralista, também não há ninguém que defenda melhor os grandes grupos económicos e os grandes interesses financeiros do que um ex-socialista.
 
Morto o socialismo, foi um ar enquanto a “direita dos interesses” passou a vestir roupas da esquerda. E é, precisamente, esta “direita dos interesses” que é hoje a tal esquerda moderna de que falam José Sócrates e José Miguel Júdice, que já não é socialista, cultiva os ricos e apoia o investimento dos grupos económicos.
 
E é precisamente desta “direita dos interesses” que José Sócrates e o PS estão, hoje, reféns. Só que engana-se quem pensa que “a direita dos interesses” vai para o fundo com Sócrates. Ao contrário de Sócrates, “a direita dos interesses” sabe nadar.

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Terça-feira, 14.07.09

POLÍTICOS POPULARES E POPULARUCHOS?

por Dora Caldeira

 
Ser candidato a político  na nossa terra e para a nossa terra implica que, realmente, se seja o mais verdadeiro possível porque as pessoas conhecem-lhes os hábitos, os costumes, ou seja, conhecem-nos de «ginjeira». Por isso, não aceitam que, de um momento para o outro e em altura de campanha, se adoptem posturas que nunca foram habituais àquela pessoa. Dançar para quem nunca dançou, cantar para quem nunca cantou e fazer o pino sem ter qualquer flexibilidade corporal é a demonstração da falta de autenticidade do candidato. O eleitor convive bem com o candidato/político brincalhão, alegre, recatado, sisudo, mal-humorado e, até mesmo, o esquisito, desde que seja VERDADEIRO.
 
Há duas causas principais para um candidato cair no ridículo numa campanha eleitoral: por obra dele mesmo ou por obra dos seus adversários. As duas são igualmente graves. A segunda faz parte do jogo e deve-se sempre estar preparado para ela, mas a primeira - cair por obra própria - é fatal. O candidato que, por sua própria acção, expõe-se ao ridículo, seja por comportamentos, declarações ou publicidade, oferece aos adversários e eleitores uma demonstração definitiva da sua desqualificação. Ele é logo percebido como pouco AUTÊNTICO.
 
Há candidatos que conduzem a sua campanha entre a esquisitice, o espalhafato e o ridículo. Existem razões para o candidato situar-se nesta posição perigosa. Antes de tudo, um candidato procura chamar atenção sobre si e nada melhor para destacar-se do que a adopção de um comportamento que não lhe é habitual. Sem dúvida, ele vai conseguir atrair a atenção, mas sempre no limite de tornar-se ridículo ou pouco sério.
 
Daí a diferença de ser-se popular e de ser-se popularucho! Qualquer um dos dois até pode ser aceite, mas há uma coisa que não se tolera é que, antes da campanha, nunca o tenham sido, ou seja, que não sejam VERDADEIROS!

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Quinta-feira, 05.02.09

ISTO É UMA ALDRABICE PEGADA!

  

 

Para ouvir a opinião de Medina Carreira sobre o Magalhães e no que se está a transformar a política em Portugal, clique sobre a imagem

  

(Duração:apenas 4m e 20s)

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