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COLUNA VERTICAL


Quarta-feira, 11.05.11

OS PRÍNCIPES

 

A conquista ou manutenção do poder, sem ponderação do interesse geral sobre o corporativo ou qualquer referência à virtude (no sentido clássico ou aristotélico), é a escola do actual espectro partidário. A política é isso. Dizem que é a conquista e a manutenção do poder. E, nesse esforço, todos estão a fazê-lo bem ou mesmo muito bem.

 

Fazem-no, é certo, à custa de Portugal, mas isso não interessa. Ninguém parece reparar. Na política, o que importa são as aparências. E a gestão destas sempre deixou pouco lugar aos que apontaram e apontam para outro horizonte. Como dizia Maquiavel, "os poucos não podem existir quando os muitos têm onde se apoiar". 

 

Filipe Anacoreta Correia in Público de 25/4/11

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Sábado, 30.04.11

HÁ 200 ANOS A FABRICAR MAIS DO MESMO

 

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É  assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, politica de  expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades  e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e  influência de camarilha, será possível conservar a sua  independência?  

Eça de Queirozin Jornal “O Distrito de Évora” (1867)

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Quarta-feira, 22.12.10

Bocage, Meu Irmão (poesia satírica)

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Quinta-feira, 19.11.09

POLÍTICA E SERIEDADE

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 
Hoje é ponto assente, para o homem comum, que os políticos são todos uns aldrabões e que só querem tacho. Agora também é verdade que a seriedade e a honestidade não são qualidades que os eleitores valorizem num político. Antes pelo contrário.
 
Não é, pois, de admirar que indivíduos condenados, indiciados ou envolvidos em casos de corrupção, favorecimento pessoal ou abuso de poder continuem a ganhar categoricamente as eleições. Ou seja, a falta de honestidade dos políticos (de que os portugueses tanto se queixam) é fruto, afinal, de uma escolha consciente desses mesmos portugueses que consideram, no fundo, a falta de honestidade uma qualidade essencial para um político poder exercer condignamente o cargo para o qual foi eleito.
 
Daí a expressão tantas vezes ouvida, relativamente a pessoas que a opinião pública tem por sérias e honestas: «o senhor é demasiado sério para ser político».
 
Tudo isto tem uma razão de ser. Num país, onde toda a gente sobrevive à conta de cunhas, subsídios e favores, todos têm a consciência do perigo que seria serem governados por alguém que fosse sério. Lá se ia o emprego da filha, o subsídio para o pessoal e a adjudicação da obra. Todos sabem da aldrabice em que vivemos. Mas poucos conseguem imaginar-se a viver sem ser assim.
 
Para já não falar do estafado argumento da obra feita com que se quer justificar o voto num político menos escrupuloso. Como se, com tantos milhões de euros de fundos comunitários, alguém pudesse não ter feito nada. Mas até, neste campo, a questão deveria ser outra. Ou seja, se a obra se justifica, se está adequada aos seus destinatários e potenciais utilizadores e se é proporcional ao dinheiro que custou.
 
Mas qual é o eleitor que se preocupa se o dinheiro que se gastou no estádio, na rotunda ou na piscina dava para fazer três estádios, três rotundas e três piscinas? Ou com o mamarracho que lhe espetaram na rotunda à porta de casa?
 
Para o povo, o que interessa é que o estádio, a rotunda e a piscina estão feitos. Quanto ao seu preço, ninguém se preocupa com isso. E se o político e a sua rede de amigos se abarbataram com algumas centenas de milhar de euros, pouco importa… O que interessa é que a obra está feita.
 
Acontece que tudo isto é pago com dinheiro dos portugueses. O dinheiro que esta gente mete ao bolso é dinheiro nosso. O dinheiro gasto na obra inútil, desnecessária e no mamarracho é dinheiro nosso. O dinheiro desbaratado em subsídios, almoços, viagens e electrodomésticos distribuídos ao domicílio é dinheiro nosso.
 
É isto que os portugueses não conseguem entender. Porque ganham pouco ou estão desempregados ou beneficiam de algumas migalhas deste esbanjamento de dinheiros públicos, os portugueses são absolutamente indiferentes à forma como os políticos derretem o nosso dinheiro.
 
Dizia Pacheco Pereira, outro dia, ao meu lado, numa acção de campanha: «um português que nasça neste momento já deve 15 mil euros». E eu olhava para a plateia e apercebia-me do que ia na cabeça daquela gente: «Eu já estou a dever tanto e a tanta gente que mais ou menos 15 mil euros pouca diferença faz» ou «que me interessa a dívida do Estado se não sou eu que a vou pagar? Eu até só ganho o salário mínimo…»
 
Os portugueses não percebem (ou não querem perceber) que a sua miséria resulta precisamente da forma como quem nos governa desbarata os recursos que são de todos nós.
 
Se os portugueses valorizassem mais a seriedade na actividade política, hoje haveria menos obras faraónicas ou inúteis, menos cunhas e menos subsídios, mas viveríamos todos muito melhor e a diferença entre pobres e ricos não seria seguramente tão grande.

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Terça-feira, 14.07.09

POLÍTICOS POPULARES E POPULARUCHOS?

por Dora Caldeira

 
Ser candidato a político  na nossa terra e para a nossa terra implica que, realmente, se seja o mais verdadeiro possível porque as pessoas conhecem-lhes os hábitos, os costumes, ou seja, conhecem-nos de «ginjeira». Por isso, não aceitam que, de um momento para o outro e em altura de campanha, se adoptem posturas que nunca foram habituais àquela pessoa. Dançar para quem nunca dançou, cantar para quem nunca cantou e fazer o pino sem ter qualquer flexibilidade corporal é a demonstração da falta de autenticidade do candidato. O eleitor convive bem com o candidato/político brincalhão, alegre, recatado, sisudo, mal-humorado e, até mesmo, o esquisito, desde que seja VERDADEIRO.
 
Há duas causas principais para um candidato cair no ridículo numa campanha eleitoral: por obra dele mesmo ou por obra dos seus adversários. As duas são igualmente graves. A segunda faz parte do jogo e deve-se sempre estar preparado para ela, mas a primeira - cair por obra própria - é fatal. O candidato que, por sua própria acção, expõe-se ao ridículo, seja por comportamentos, declarações ou publicidade, oferece aos adversários e eleitores uma demonstração definitiva da sua desqualificação. Ele é logo percebido como pouco AUTÊNTICO.
 
Há candidatos que conduzem a sua campanha entre a esquisitice, o espalhafato e o ridículo. Existem razões para o candidato situar-se nesta posição perigosa. Antes de tudo, um candidato procura chamar atenção sobre si e nada melhor para destacar-se do que a adopção de um comportamento que não lhe é habitual. Sem dúvida, ele vai conseguir atrair a atenção, mas sempre no limite de tornar-se ridículo ou pouco sério.
 
Daí a diferença de ser-se popular e de ser-se popularucho! Qualquer um dos dois até pode ser aceite, mas há uma coisa que não se tolera é que, antes da campanha, nunca o tenham sido, ou seja, que não sejam VERDADEIROS!

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