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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

09 Jan, 2016

De Veneza

Veneza, 16 de Abril de 1995 Transforma-se o amador na cousa amada,  Por virtude de muito imaginar”  (Luís de Camões, sonetos) Escrevo-te de Veneza   Na mesa A caneta descansa Sobre a folha branca Do leito Onde te deito   Minha mão Sobre o teu peito Feito De saudade e solidão   Escrevo-te de Veneza Amor   Na boca o calor Da tua boca presa E o sabor Constante Daquele voraz instante     Escrevo-te de Veneza Amor
06 Jan, 2016

Amar

 Ponte de Sor, 1995 De mim és Rainha Sem ser minha    Distante No instante Em que te abraço Como um laço Que se aperta No vazio          Não viu Essa seta certa O destino que a seguiu Do arco do teu olhar                            Tenho sede e tu o mar E só amar        Devora o espaço Entre o teu corpo e o meu braço
01 Jan, 2016

Quimeras

  Coimbra, 1978 [1] Dormes Entre lençóis de espuma Em quimeras azuis De um mar d' além   Sonho-te Por entre as ondas brancas Com algas de esperança Nos cabelos    (Do cais parti tão cedo Lendas de mar, amar e medo E a noite Que abarca E embala a barca       Que nos prende E surpreende Aprende Que o dia já vem) ---------------------------------------------- [1] (...)
29 Dez, 2015

Peregrino

Santa Margarida, 1984 Passo a passo Fui subindo a colina Do fracasso Cada verso foi um passo Do Paço Que me destina   Minha sina Peregrina De poeta está  cumprida Camões de um só braço Do naufrágio salvo a vida
22 Dez, 2015

Senti-nela

 Santa Margarida, Março de 1984   Sentinela Na guarita Suspensa pela coronha (Ou guitarra à bandoleira?) Sonha Com moça bonita Debruçada da janela     Herdeira Do sonho dela  
16 Dez, 2015

O Filho do Homem

Santa Margarida, Março de 1984    Filho adoptivo de Deus, Eu nasci do cruzamento Entre a maçã e a serpente. Da serpente fiz-me gente E da semente Os sonhos meus Traídos por Caim Na manhã do nascimento.   Nas margens da Razão, Cresci assim... Sem nunca ter molhado o pé Nas frescas águas que são O firme chão da minha fé.
Santa Margarida, Fevereiro de 1984 [1]   I Sou soldado em terra alheia   Ergo com as pedras que piso o castelo do meu poder Sou o rei do teu destino e escravo do meu senhor   Tenho um hino e uma bandeira que ecoa e que esvoaça sobre os destroços da proa dum navio abalroado   Trago nas mãos esta sina de crescer como a semente enterrada por intrusos n (...)
03 Dez, 2015

Parto

Courelas, 25 de Fevereiro de 1982   Parto                a viagem começa              na saída do túnel                a partida num grito                    depois é a estrada              antes do trilho              um trilho feito estrada              pelas minhas mãos              (gastei as mãos (...)