Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL


Segunda-feira, 01.11.10

EXISTIR COMO PESSOA

Extracto do livro “CHOQUE DE ORTODOXIAS” de Robert P. George

 

Na linguagem quotidiana, ‘pessoa’ conota aquilo a que os lógicos chamam “particular de base de uma substância [‘a substance sortal’]”, ou seja, uma propriedade essencial que implica que aquele que a tenha a tenha necessariamente e nunca exista sem ela.

 

Os seres humanos surgem e, ao mesmo tempo, tornam-se pessoas; não se tornam pessoas em determinado momento depois de surgirem (nem cessam de ser pessoas sem cessarem de existir).

 

A pessoa com quarenta anos que é hoje John J. DiIulio, é o mesmo ser (ou, em termos filosóficos, a ‘substância’) que, em fases anteriores da sua vida, foi professor em Princeton aos trinta e dois anos, estudante universitário em Harvard aos vinte e dois anos, adolescente de doze anos, menino de seis anos, criança de um ano de idade, feto de cinco meses, embrião de quatro semanas e ser humano recém-concebido.

 

O Professor DiIulio progrediu, desde a sua concepção, passando pelas fases embrionária, fetal, infantil e da adolescência da sua vida, até à fase de adultez, como organismo distinto, unificado e auto-regulado, sem sofrer uma mudança substancial, ou seja, sem ser uma espécie de ser ou substância (que possui uma espécie de natureza) para passar a ser outra de outro tipo.

 

Claro que houve um tempo que não existia. Nunca ele foi uma célula de espermatozóide ou um óvulo, muito menos um piscar de olhos no rosto de seu pai. Mas, quando passou a existir, passou a existir como pessoa.

 

Do mesmo modo que foi adolescente e, antes disso, criança, foi também, do mesmíssimo modo, feto e, antes disso, embrião.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quinta-feira, 02.09.10

O DIREITO NATURAL

Extracto do livro “CHOQUE DE ORTODOXIAS” de Robert P. George

 

Conforme observou Leo Strauss, «o conhecimento da indeterminavelmente larga variedade de noções de certo e de errado está tão longe de ser incompatível com a ideia do que é naturalmente justo [‘natural right’] que constitui condição essencial para a emergência dessa mesma ideia: cair na conta da variedade de noções de justo [‘right’] constitui o maior de todos os incentivos para a demanda do que é naturalmente justo [‘right’].» (…)

 

A filosofia jusnaturalista, quer tenha sido incrementada pelos pagãos, pelos cristãos ou pelos judeus, procura validar princípios que são acessíveis a (e que, por isso, vinculam) todas as pessoas razoáveis. (…)

 

O reverendo Luther King lembrava aos pastores seus correligionários que, na tradição em que, de uma maneira ou de outra, todos eles comungavam enquanto protestantes, católicos e judeus «existem dois tipos de leis: as justas e as injustas. Seria eu o primeiro a defender a obediência às leis justas. Além de uma responsabilidade jurídica, temos também uma responsabilidade moral em obedecer às leis justas. Em contrapartida, temos uma responsabilidade moral em desobedecer às leis injustas. Concordaria com Santo Agostinho que “uma lei injusta não é lei nenhuma”.» (…)

 

Ao contrário da vitimação, a filosofia jusnaturalista implica direitos e responsabilidades. É imparcial, na sua condenação do preconceito, da irracionalidade e da injustiça, seja de Direita ou de Esquerda. Os seus princípios são universais. Um direito é um direito, quer o seu titular seja branco, preto ou amarelo; um mal é um mal, quer quem o perpetra seja homem ou mulher, rico, pobre ou da classe média.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Julho 2019

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D