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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 15.04.11

O PS E A MALDIÇÃO DE SATURNO

 

«Sobre o socialismo abate-se a madição de Cronos/Saturno: quis criar uma Idade do Ouro e acabou a alimentar-se dos seus filhos com medo de ser destronado»

 

Helena Matos, in Público de 14/4/11

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Domingo, 02.01.11

E AS VÍTIMAS, SENHOR?

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

  

«Se vivesses num país onde aquele que se levanta às seis da manhã para trabalhar ganha dez vezes menos do que aquele que se levanta ao meio-dia para vender haxixe, o que é que fazias?»

 

Foi desta forma categórica que Flávio, com 14 anos e membro de um gang, respondeu à pergunta idiota da jornalista da SIC que queria saber por que razão ele se dedicava ao tráfico de droga.

 

Mas Flávio não disse tudo. Com efeito, o trabalhador que se levanta às seis horas da manhã para ganhar dez vezes menos do que o traficante, ainda tem de pagar com os seus impostos o rendimento de reinserção social e a habitação social do traficante e do consumidor. E, como se isso não bastasse, ainda é assaltado, sucessivamente e perante a inoperância das autoridades, pelo consumidor a quem o traficante vende a droga.

 

Na resposta de Flávio, está, no entanto, subjacente a consciência da injustiça do sistema corrupto-socialista em que vivemos. Consciência essa que os nossos governantes já não têm sequer, tal o estado de podridão moral em que vivemos.

 

Nós hoje somos governados por uma verdadeira organização terrorista que se assenhoreou do Estado, o saqueou e resolveu dinamitar todos os valores que constituíam o eixo da roda da nossa nação.

 

Se um pequeno empresário fugir ao fisco com umas centenas de euros, é um criminoso, mas, se os nossos governantes distribuírem pela "organização terrorista que controla o estado" centenas de milhões de euros dos nossos impostos, são uns benfeitores. Isto não pode deixar de revoltar um pessoa.

 

O Governo terrorista de José Sócrates, para além de fazer implodir a economia, a família, a educação, o estado social, não teve pejo sequer de transformar os tribunais em tesourarias da fazenda pública e os juízes em cobradores de impostos. Isto para o povo em geral, bem entendido, porque, para membros da "organização terrorista", obrigam os tribunais, através de leis alteradas em cima da hora e feitas à medida, a funcionar como autênticas lavandarias e os juízes como engomadeiras de colarinhos brancos.

 

Uma das piores coisas que me pode suceder como advogado é ter de representar uma vítima, porque a única coisa que eu posso fazer é chorar com elas.

 

E uma das piores coisas que pode suceder à vítima é o criminoso ser apanhado e por uma razão simples: só muito raramente verá serem-lhe devolvidos os bens que lhe roubaram e paga a indemnização em que o criminoso for condenado. Além disso, se o criminoso for perigoso vai viver num autêntico inferno até à audiência de julgamento, acabando, na maior parte das vezes, por ter de desistir de queixa ou de alterar o depoimento para salvar a sua vida e dos seus familiares. Por sua vez, se o criminoso for pequeno, a vítima vai ainda ter de pagar (honorários ao advogado e custas de decaimento ao tribunal - e, algumas vezes, taxas -) para assistir exclusivamente à arrecadação de receita por parte do tribunal à conta do crime. Ou seja, a vítima, além de não ser ressarcida, ainda tem de pagar para ver o Estado arrecadar receita à sua custa. Isto é uma autêntica vergonha!

 

Argumentar-se que o fim das penas é a ressocialização do criminoso dá vontade de rir. Com efeito, se esse é o fim das penas, por que razão é que os criminosos, salvo raras excepções, não se ressocializam? Aliás, com estas penas, não só os criminosos não se ressocializam como também as vítimas se dessocializam.

 

Não, meus amigos, hoje o fim das penas é exclusivamente a arrecadação de receitas para a tal "organização terrorista" que controla e vive à conta do Estado.

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Sexta-feira, 10.12.10

A MÃE DE TODOS OS FASCISMOS

Esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mãe e filhos são tudo farinha do mesmo saco. 

Santana-Maia Leonardo

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Quarta-feira, 16.06.10

A POLÍTICA EDUCATIVA SOCIALISTA

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Quinta-feira, 06.05.10

A TURMA SOCIALISTA

Num curso de economia, o professor deparou-se com uma turma inteira que defendia que o socialismo era praticável e que, através da simples cooperação, tendo em vista um bem comum, se obteria um resultado mais igualitário e justo do que aquele que se obtinha através dos mecanismos de competição e emulação. Ou seja, sustentava a turma que o socialismo era mais eficaz e justo que o capitalismo.

 

O professor argumentou em vão pelo que, já em desespero, propôs a seguinte experiência: fariam os testes habituais e a nota atribuída a cada um seria a média da turma. Os alunos aceitaram de imediato. Todos tinham agora um objectivo comum e o resultado não poderia deixar de ser igualitário e justo.

 

No primeiro teste, a média foi de catorze. E aqui começaram os problemas: aqueles que tinham estudado e a quem o teste tinha corrido bem e que, legitimamente, podiam esperar um dezoito ou dezanove, ficaram a remoer o desagrado; aqueles que nem sequer tinham pegado no livro, resplandeciam de felicidade e louvavam o socialismo.

 

Mas a verdade é que se provava a tese dos alunos: todos passavam e com uma boa nota.

 

No segundo teste, os que antes tinham estudado e feito bons testes, entenderam naturalmente que não necessitavam de se esforçar tanto, uma vez que, se iam ter, no máximo, catorze, escusavam de se matar a estudar. Por outro lado, os que antes não tinham pegado nos livros mantiveram as mesmas opções, uma vez que tinham obtido bons resultados sem qualquer esforço.

 

Como é evidente, a média baixou para dez e aí já ninguém ficou especialmente satisfeito. No teste seguinte, a média foi de oito e instalou-se a desavença na turma, começando os mais empenhados e trabalhadores a acusar os outros de egoísmo, de falta de solidariedade, etc. O resultado foi que ninguém mais quis estudar para não beneficiar os que nada faziam e a turma acabou por reprovar toda.

 

Moral da História: sem recompensas individuais, não há incentivos duradouros ao esforço. Tirar aos que se esforçam para dar aos que nada fazem conduz, mais tarde ou mais cedo, à discórdia e ao fracasso, porque, quando parte de um grupo interioriza a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra parte irá sustentá-la, aqueles que trabalham acabam por se desmotivar, porque não estão para andar a trabalhar para sustentar quem nada ou pouco faz.

 

E, assim, chegamos ao começo do fim.

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