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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 10.12.10

A MÃE DE TODOS OS FASCISMOS

Esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mãe e filhos são tudo farinha do mesmo saco. 

Santana-Maia Leonardo

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Sexta-feira, 06.08.10

COMPORTAMENTOS RACISTAS

Extracto do livro “MUNDO SEM REGRAS” de Amin Maalouf

 

Para mim, respeitar uma cultura é encorajar o ensino da língua que a sustém, é favorecer o conhecimento da sua literatura, das suas expressões teatrais, cinematográficas, musicais, pictóricas, artesanais, culinárias, etc.

 

Inversamente, mostrar-se complacente em relação à tirania, à opressão, à intolerância ou ao sistema de castas, em relação aos casamentos forçados, à excisão, aos crimes de “honra” ou à submissão das mulheres, em relação à incompetência, à incúria, ao nepotismo, à corrupção generalizada, em relação à xenofobia ou ao racismo sob pretexto que provêm de uma cultura diferente, no meu entender não é respeito, mas desprezo disfarçado, é um comportamento de apartheid – ainda que com as melhores intenções do mundo.

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Quarta-feira, 04.08.10

A LEI DA SELVA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Há cerca de dez anos escrevi o seguinte texto a propósito do crescimento dos partidos fascistas e dos sentimentos xenófobos na Europa, sentimentos esses que agora também começam a aparecer em Abrantes, relativamente à comunidade cigana:

 

«Como já devem ter reparado, hoje quase toda a gente é de esquerda. Da tal esquerda não praticante, bem entendido, que gosta de falar dos pobrezinhos e dos excluídos para aliviar a consciência e ajudar a digestão. E hoje em dia, não há melhor digestivo para um requintado banquete do que as preocupações sociais. Acontece que quem quiser continuar a ser antifascista não pode ser de esquerda. Porque esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mães e filhos são tudo farinha do mesmo saco».

 

Não é, pois, de estranhar que os europeus, ao verem os seus líderes a tremer de medo e incapazes de enfrentar os monstros que as suas teorias modernistas conceberam, comecem agora a dar ouvidos aos líderes populistas dos partidos neonazis e fascistas. É no que dá o modernismo, o multiculturalismo e as lideranças frouxas.

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Segunda-feira, 09.03.09

AS NOVAS VÍTIMAS

por Manuel Catarino

 

Como não me reconhecia qualidades para a elaboração de escritos profundos, escrevi umas quantas palavras, em dois ou três textos, sobre algumas injustiças que se me foram deparando na minha vivência em Mouriscas. Mas, como tenho visto uma abordagem quase quotidiana do “coitaditismo” nacional, que tudo justifica a bem das convergências ou pela incapacidade de encontrar alternativas, resolvi também dactilografar umas palavras à espera que alguém tenha a coragem de as publicar.
 
Grosso modo, ainda pequenote, aprendi que vítima era alguém que tinha sido surrado, espoliado dos seus animais ou outro qualquer bem, ou até mesmo a quem tinham apelidado com nomes mais difíceis de entrar no ouvido. Mais tarde, vítima passou a ser também aquele outro que tinha sido preso por delito de opinião e, já depois da Revolução dos Cravos, entraram no discurso as vítimas do fascismo e do comunismo.
 
Entretanto começam a surgir outros tipos de vítimas, criados por alguns veículos de opinião saídos de uma classe média auto-punitiva, assumindo todos os males do mundo, normalmente ligados às ciências do comportamento ou ao direito. Foram as vítimas de uma sociedade mal estruturada que promoveu a sua exclusão e que levou à existência de grupos de marginalizados e de minorias e também a um sem fim de categorias, que auto assumiram a diferença, o que lhes dava um jeitão e desculpava todas as tropelias. Esses coitadinhos construíam três barracas em três câmaras distintas para trespassar duas e ficar com uma. Efectuavam assaltos e vendiam droga como única possibilidade de sobreviverem e, quando era detectado um novo-riquismo ostensivo, era justificado com as carências da juventude ou uma compensação por séculos de colonização. O trabalho era uma forma moderna de escravatura ou de dependência de uma classe dominante.
 
Recentemente surgiu um extenso rol de novas categorias de vítimas (perdoem-me aqueles de que não falo, mas não é por esquecimento ou desprestígio por essas pessoas, mas tão só por gestão de espaço de escrita). É um primeiro-ministro que é vítima de uma série de coincidências que, também por coincidência, algumas são casos de polícia. É um ministro vítima das estatísticas de crime violento, que quis esconder para evitar o alarmismo e manter a paz pública, enquanto, qual ilusionista, procurava soluções na manga. São os abusadores do processo Casa Pia que são vítimas da investigação e de validarem os testemunhos de uns putos das barracas, testemunhos que um tribunal superior resolveu desacreditar para inocentar outras, também vítimas e com nome sonante. É uma alteração ao Código de Processo Penal que permitiu anular prova obtida legalmente em escutas telefónicas contra dirigentes desportivos e assim inocentados, vítimas de perseguição policial. São os bandidos, vítimas deste mesmo código, que os obriga a gastar rios de dinheiro em advogados, em recursos sucessivos até atingir o limite dos prazos. São os legisladores vítimas de um jornalismo, pago por forças maquiavélicas, que denunciam estas alterações à lei e as suas consequências, que esses políticos, coitadinhos, eram incapazes de prever. É o mesmo legislador vítima de lapso de escrita, que o leva legislar e aprovar um novo Código de Trabalho, onde todos os prevaricadores do regime legal anterior a esta lei são isentados e isto não parece, livre-nos Deus, mais uma benesse a uns amigos. São verdadeiramente vítimas, aqueles senhores que deixaram a banca de rastos, com os seus jogos na bolsa que inflacionava os valores do mercado, e que o governo resolveu apoiar nacionalizando os seus prejuízos, já que os ganhos estavam a bom recato num qualquer paraíso fiscal. São um sem número de políticos, vítimas de desemprego ou de escribas ressabiados, que, para sobreviverem, arranjam uns passatempos a ganhar uns milhares de euros por mês na banca do Estado, em empresas públicas ou privadas que, por coincidência, haviam ganho um concurso público. São essas mesmas empresas, argumentando ser vítimas de derrapagens de preços, que renegociam os valores das empreitadas conseguindo atingir o triplo do contrato inicial. São os magistrados vítimas da marcha lenta dos processos, que demoram anos a ir da estante do funcionário até à sala de audiências, quando não são vítimas de um qualquer autarca ou funcionário que não lhe acautelou parqueamento permanente e gratuito. São os empresários, vítimas da crise, que são obrigados a encerrar mais um negócio e despedir uns quantos pobretanas porque é preciso manter o status e mudar de Ferrari. São…
 
Chegados aqui, e abordado o conceito de vítima ao longo de quarenta anos, percebemos que as pessoas mudaram e as vítimas também. As mulheres e os homens destas Mouriscas espalhadas pelo país, uma boa parte de idosos, desempregados ou no limiar da sobrevivência, alguns que já foram classe média, as tais vítimas de há quarenta anos, que pouco mais exigem que os direitos a um dia a dia digno e à igualdade de oportunidades, continuam a sofrer na pele os desmandos destas outras vítimas. Mas, o que confrange mesmo, é a não rejeição, resignação ou mesmo aceitação destes desmandos e perceber que a vitimação os justifica. Os espertalhões ocuparam os melhores lugares neste comboio de vítimas e de milhões, mas ainda há alguns lugares vagos e, por este andar e tanta justificação, juntam-lhe mais umas carruagens para os amigos.
 
Aos que comigo privam, por favor, não me chamem conservador, classissista ou xenófobo e muito menos não me dêem porrada, porque eu não quero ser nenhuma das vítimas.

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Quinta-feira, 12.02.09

O ovo da serpente

Santana-Maia Leonardo - Semanário 23/1/2009

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Com a queda do muro de Berlim, o mundo ocidental respirou fundo e adormeceu tranquilo, convencido da impossibilidade de alguém poder pôr em causa, no século mais próximo, a sua segurança e o seu bem-estar físico e psicológico. Sendo certo que o muro de Berlim ruiu sem que a Europa ocidental tivesse contribuído, por aí além, para esse evento. Com efeito, o muro desmoronou-se quando Ronald Reagan, contra todas as vozes apocalípticas que se ergueram e manifestaram na Europa, anunciando o fim do mundo, decidiu encostar o ombro ao muro para ver se aquilo era assim tão resistente como se apregoava. Não era.

E foram precisamente os mesmos que, antes, diabolizaram Reagan e a América que, derrubado o muro, saíram dos seus covis para exultar com o fim da guerra-fria, anunciando um século de paz e prosperidade para toda a gente. A Europa é hoje formada maioritariamente por esta gente sem coragem e sem carácter que se esconde atrás de um falso pacifismo para esconder a sua cobardia, porque pensa que é apaparicando os seus inimigos que consegue ir mantendo as suas mordomias.

Como já devem ter reparado, hoje quase toda a gente é de esquerda. Da tal esquerda não praticante, bem entendido, que gosta de falar dos pobrezinhos e dos excluídos para aliviar a consciência e ajudar a digestão. E hoje em dia, não há melhor digestivo para um requintado banquete do que as preocupações sociais. Mas como eu escrevi há sete anos e volto a repetir agora, «quem quiser continuar a ser antifascista não pode ser de esquerda. Porque esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, pais e filhos são tudo gente da mesma família».

Escrevi isto a propósito do fenómeno do crescimento dos partidos fascistas e neonazis na Europa, originado pela permissão da criação de autênticos enclaves em território europeu formados por comunidades de imigrantes (sobretudo islâmicos) que se regem por leis próprias, muitas das quais ofendem abertamente a sociedade livre, democrática e laica onde estão inseridas.

Os líderes europeus, convertidos à religião do politicamente correcto, consentiram que as comunidades imigrantes trouxessem o cavalo de Tróia para dentro das nossas muralhas e agora pensam que é com falinhas mansas que conseguem travar o saque e a pilhagem.

Não é, pois, de estranhar que os europeus, ao verem os seus líderes a tremer de medo e incapazes de enfrentar os invasores, comecem a dar ouvidos aos líderes populistas de direita e extrema-direita que prometem defender-lhes a integridade física e o património.

Acresce que esta situação é potenciada pelo crescimento de desigualdades sociais absolutamente ilegítimas. Sobretudo em países do sul da Europa, como Portugal, em que o enriquecimento fulminante radica, quase sempre, na promiscuidade e troca de favores, absolutamente escandalosos, entre os poderes político e económico.

Hoje, em Portugal, são cada vez mais os bairros onde já existe menos liberdade de circulação e de expressão do que no tempo do fascismo. E são também cada vez mais as pessoas que vivem à mercê de gangs, máfias e bandos de criminosos, todos eles detentores de um poder muito mais cruel, violento e aterrador do que os antigos agentes da PIDE. Há já muitos portugueses que começam a recordar com saudade a segurança das ruas de antigamente… Cuidado!

Ora, se brancos, pretos, políticos, amarelos, banqueiros e ciganos são gente feita de farinha do mesmo saco, então os direitos e os deveres têm de ser iguais para todos, independentemente da cor da pele e da carteira. Direitos e deveres. Só que, como toda a gente sabe, não é isso que sucede.

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Quinta-feira, 12.02.09

NA HORA DA VERDADE

 

«A mim custou-me ouvir o primeiro-ministro inglês fazer uma diatribe contra os trabalhadores estrangeiros no Parlamento de Londres (…).
 
Gordon Brown, vendo os sindicatos ingleses contestar o emprego numa refinaria (e noutra unidade fabril) para trabalhadores não ingleses (entre os quais e portugueses e italianos), longe de refrear os ânimos, repetiu o slogan da campanha: o trabalho nas ilhas britânicas deve ser para trabalhadores britânicos.
 
A frase, em si, parece não ter nada de mal. (…) E, no entanto, para quem sabe que todas as barbaridades começam com uma ideia que a muitas parece aceitável, detectam-se nas palavras de Brown os primeiros sombrios sinais de xenofobia (…).
 
David Cameron, o líder conservador que se opõe a Brown, chamou-lhe a atenção para isso mesmo: “O senhor está a jogar com o medo deles”, disse-lhe.
 
E aqui temos mais um ponto de reflexão. É que a direita britânica não temeu ser impopular numa questão de princípio. Mas, afinal, foi a direita inglesa, com Churchill, que mais combateu o nazismo, como foi a direita francesa com De Gaulle (ainda os comunistas estavam amarrados ao Pacto Germano-Soviético), que organizou a Resistência. As crises são sempre momentos para pôr de lado os preconceitos e olhar desapaixonadamente a realidade.» 

Henrique Monteiro, in Expresso de 7/2/2009

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