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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Alexis de Tocqueville nasceu no dia 29 de julho de 1805 e foi bastante activo na política francesa, tendo ficado conhecido pelos livros: "Democracia na América" e "O Antigo Regime e a Revolução". 

Tocqueville era um liberal clássico que defendia o governo parlamentar e era céptico em relação aos extremos da democracia. Em relação à sua posição política, Tocqueville escreveu "a palavra 'esquerda' é a palavra que eu queria anexar ao meu nome para que permanecesse anexada a ele para sempre".

No entanto, não é possível falar hoje de democracia representativa, vulgo democracia liberal (Democracia + Liberdade), sem ter lido as duas obras de Alexis de Tocqueville acima mencionadas.

Deixo-lhe aqui algumas passagens destes dois livros que me parecem sugestivas para entender a essência das democracias liberais:

"Aqueles que pedem à liberdade algo mais do que a própria liberdade são feitos para servir."

«Os deputados são os representantes do povo soberano, mas não são os representantes soberanos do povo.»

«Os americanos são um povo democrático que sempre dirigiu por si próprio os assuntos públicos, e nós somos um povo democrático que durante muito tempo só conseguiu pensar na melhor maneira de o fazer. A nossa condição social já nos levava a conceber ideias muito gerais em matéria de governação, mas a nossa Constituição política continuava a impedir-nos de corrigir essas ideias através da experiência; no caso dos americanos, pelo contrário, ambas as coisas se equilibram constantemente e se corrigem naturalmente.» (in "A Democracia na América")

«É bem verdade que, no longo prazo, a liberdade conduz sempre, aqueles que sabem conservá-la, ao bem-estar e muitas vezes à riqueza; mas há ocasiões em que ela perturba momentaneamente o usufruto desses bens; e há outras em que só o despotismo pode oferecer o seu usufruto passageiro. Os homens que só valorizam na liberdade o usufruto desses bens nunca a conservaram por muito tempo. Aquilo que, em todos os tempos, ancorou a liberdade no coração de alguns homens foi o seu encanto próprio, independentemente dos seus benefícios: foi o prazer de poder falar, agir, respirar sem constrangimento, sob o único governo de Deus e das leis.» (in "O Antigo Regime e a Revolução")